Opinião
Somos a favor da vida .
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A vida é um patrimônio divino.
Aprendemos com a doutrina espírita que há vida além da nossa experiência na vida material, o que nos leva ao entendimento de que há um objetivo maior em nossa existência. Ou seja, somos espíritos imortais, estagiando, temporariamente, na experiência carnal.
Há um sentido maior e mais profundo no viver. Como espíritos imortais que somos, filhos de Deus, trazemos o gene divino dentro de nós. E, como nos disse o apóstolo João: “Deus é amor”. E, consubstanciados pelo ensinamento da mentora Joana de Ângelis, temos a certeza de que somos herdeiros de Deus. Assim, gradativamente, vamos desenvolvendo este amor oriundo do grande Pai.
Nascemos, morremos e renascemos para evoluir, para desenvolvermos o amor nas diversas gradações que ele existe, até alcançarmos esse sentimento em plenitude.
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De acordo com essa visão espírita sobre a vida, entendemos que, a partir do instante da formação do zigoto (união do espermatozoide com o óvulo), a alma já tem os seus liames conectados ao novo embrião. Isto é, há um espírito ligado ao novo corpo em formação desde o momento em que é concebido. Na questão 880 do Livro dos Espíritos, Allan Kardec pergunta aos espíritos: Qual o primeiro dos direitos naturais do homem? Ele recebe dos espíritos a seguinte resposta: “o de viver”.
Assim, o aborto é considerado uma transgressão às sublimes Leis Divinas.
Quando se opta pelo aborto provocado, deixamos de dar oportunidade a um ser de nascer e passar por suas experiências, por suas provas, a fim de progredir.
A doutrina espírita nos orienta a seguir o caminho da pacificação, do respeito um pelo outro, mesmo que o outro ainda esteja nos primórdios da vida intrauterina. Portanto, cabe a todos nós, enquanto sociedade, construirmos uma Sociedade mais feliz, mais harmônica, mais pacífica. Para que isso se torne realidade, é importante lembrarmos do ensinamento de Mahatma Gandhi: “Se um único homem atingir a plenitude do amor, neutralizará o ódio de milhões.”
Como todos somos acolhidos por Deus, vale então lembrar às mães que, por razões pessoais, praticaram o aborto e se arrependem, que as divinas leis não são punitivas e sim educativas. Ao se arrepender, ela abre as portas para a reabilitação, desenvolvendo o amor materno para as diversas oportunidades que a vida lhe oferece. Não é necessário ser mãe biológica para se tornar uma verdadeira mãe.Reiteramos, portanto, que nós, da Federação Espírita de Mato Grosso, somos a favor da vida.