Opinião
ENROLADOS .
.
Levantamento feito pela Federação Brasileira de Bancos, a Febraban, aponta que de 17 de julho a 22 de setembro, foram renegociados R$ 14,3 bilhões em dívidas por meio do Programa Desenrola Brasil, criado pelo governo federal para reduzir a inadimplência no País.
Pelo menos 6 milhões de brasileiros já conseguiram tirar o nome de cadastros negativos por terem renegociado dívidas de até R$ 100. A dívida não é perdoada, mas o devedor deixa de ficar com o nome sujo e pode contrair novos empréstimos e realizar operações, como fechar contratos de aluguel.
O Desenrola prevê parcelamento da dívida de 12 a 120 meses, com taxas personalizadas e primeira parcela para 30 dias. A exclusão dos cadastros restritivos se dá em até 5 dias úteis após a efetivação da renegociação.
Não há dúvida de que um dos grandes problemas da economia brasileira atualmente é o alto índice de inadimplência. Em agosto, 30% dos brasileiros estavam com alguma dívida atrasada.
Caso Nayane: laudo do IML não encontra sinais de violência, mas investigação continua
Gari de 31 anos é morto a tiros no Vergel do Lago, em Maceió
Acidente mata agente comunitária de saúde em Palmeira dos Índios
Soluções defensivas do CRB - 30/07/2026
Datas das quartas de finais da Série D definidas - 30/07/2026
Outro indicativo aponta que esse cenário dificilmente deve mudar: 12% dos entrevistados admitiram que não vão ter condições de pagar suas dívidas. É o maior nível de toda a série histórica da pesquisa, que começou em 2010.
Para especialistas, os juros altos são a principal causa dessa grande inadimplência. Mesmo com a recente redução da Selic, os juros de mercado ainda seguem em patamar muito alto, principalmente no cheque especial e no rotativo do cartão de crédito.
Outro fator é a diminuição da renda, imprevisto como problema de saúde, morte na família ou gastos com manutenção da casa ou do carro; perda de emprego, alta dos preços; e descontrole financeiro.
O Desenrola Brasil é uma iniciativa importante e oportuna para que as pessoas com renda mais baixa possam voltar a respirar e até poder voltar a consumir e ter acesso a crédito. Entretanto, é preciso também que as taxas de juros caiam a níveis mais suportáveis e a economia volte a crescer de forma sustentável para gerar mais emprego e renda, de forma a equilibrar o orçamento das famílias de forma mais duradoura.