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Nº 5749
Opinião

TRANSIÇÃO ENERGÉTICA .

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Por Editorial | Edição do dia 06/10/2023 - Matéria atualizada em 06/10/2023 às 04h00

A transição energética é um dos principais assuntos da agenda climática que mobiliza o mundo. Fundamental para diminuir a emissão de gases do efeito estufa – que tem provocado eventos climáticos extremos, como secas e enchentes –, ela consiste em uma mudança na forma de produção e consumo de energia em diferentes frentes, como o transporte e a indústria.

Nesse aspecto, pode-se dizer que o Brasil já está à frente da maior parte dos demais, com potencial para alcançar suas metas em relação ao tema e até mesmo apoiar o restante do mundo, tornando-se protagonista nessa discussão.

Basta lembrar que a matriz energética brasileira é mais renovável que a das maiores economias mundiais, o que representa uma vantagem comparativa no contexto da transição energética.

Em especial em sua matriz elétrica, o País se destaca com mais de 80% da geração oriunda de fontes renováveis contra 29% na média dos demais países do G20.

Destaque-se que o Brasil passou por um boom de energia eólica, com crescimento de 1 GW para 24 GW em 11 anos. Em relação à solar, atingiu em 2022 a incrível marca de terceira maior fonte na matriz energética do Brasil, com 22 GW de capacidade operacional e perspectiva de fechar o ano com 25 GW).

Essas características colocam o Brasil em posição de ser uma liderança no processo de transição energética, podendo se destacar no mercado de hidrogênio de baixo carbono, na substituição de combustíveis fósseis por biomassa e biocombustíveis, na eletrificação e na captura e armazenamento de carbono, entre outras frentes.

A maioria das economias globais hoje está comprometida com o tema. O Brasil estabeleceu metas durante o Acordo de Paris de diminuir suas emissões em 50% até 2050. Alcançar esse objetivo exige muitas transformações, vontade política e investimentos em novas tecnologias e parcerias entre os poderes público, privado e a sociedade.

Não há dúvida de que o Brasil é protagonista da transição energética no mundo e por isso não pode perder a janela de oportunidades que existe atualmente.

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