Opinião
Construtores Alagoanos IV .
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Já dizia o poeta Da Silva Garcia: Viver sem luta, é triunfo sem glória. Professor Carlos Antônio Ramos Cajueiro viveu lutando, floresceu nas suas atividades profissionais: como matemático, engenheiro, educador físico, e médico dedicado, principalmente como mestre a serviço do Centro Universitário CESMAC. Jamais o vira reclamando da vida. Muito pelo contrário, mantinha um sorriso de satisfação pessoal.
Conheci-o como então diretor do CCET - Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas, deu-me oportunidade de lecionar Economia nos cursos de Arquitetura, Engenharia Civil e de Produção, Informática (Arapiraca-Maceió), lutei para atender sua determinação durante décadas. Lembro-me com eterna gratidão o que fizera pela minha singularíssima pessoa.
Ao longo de sua bem-sucedida trajetória acadêmica, exerceu as funções de homem probo, convicto de suas atribuições no seio da sociedade alagoana. Chefiou o Departamento de Conhecimentos Gerais de Administração e Ciências Contábeis, secretariou a Pró-Reitoria para Assuntos Acadêmicos. Chefiou o gabinete do então diretor-geral do CESMAC, professor José Damasceno Lima, exerceu o cargo de vice-diretor do Instituto de Psicologia de Maceió, bem como ensinou Cálculo Vetorial, Física Geral e Experimental no Departamento de Matemática da UFAL.
Paralelamente, exerceu as funções de médico clínico da SAMTEAL, coordenou o ambulatório médico da FEJAL-CEPS-CESMAC, bem como fora plantonista da AMI. E, por extensão, sobrava-lhe tempo para atender dezenas de pacientes no seu consultório particular. Atendia às pessoas com a fidalguia que lhe era peculiar.
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De repente, veio a falecer no interior onde trabalhava nas prefeituras interioranas. Deixou sua família consternada, ou seja, Professora Nanci Pimentel Cajueiro, duas filhas, o herdeiro formado em Administração e netos. Por conseguinte, uma legião de amigos-admiradores que fizera na sua profícua existência.
“Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardeia fé. Resta-me agora receber a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos que aguardam com amor a sua Aparição”. Deixou marcas indeléveis que a poeira do tempo não conseguirá apagar.