Opinião
SEM ÓDIO NEM DISCRIMINAÇÃO .
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O Ministério das Mulheres lançou ontem a campanha Brasil sem Misoginia, que tem o objetivo de mobilizar os mais diversos setores da sociedade para o combate ao ódio e à discriminação e violência contra a mulher. A ideia é incentivar discussões e reflexões sobre os papéis sociais impostos a mulheres e homens e sensibilizar a sociedade para as mudanças de comportamento necessárias.
A campanha desenvolverá ações junto com Google, Facebook, Meta e Youtube para combater o discurso de ódio e s exposição, por meio da divulgação de fotos íntimas e falsas, de mulheres nas redes sociais.
Dados da organização não governamental (ONG) Safernet apontam aumento de 251% das denúncias de discurso de ódio contra as mulheres na internet em 2022, contra alta de 61% em denúncias de discurso de ódio de outras naturezas.
Já os dados do Monitor da Violência mostram que, enquanto o número de homicídios teve “queda histórica”, os feminicídios aumentaram 5% de 2021 para 2022.
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O ministério também detectou que 80 canais de Youtube e 20 perfis na rede Tik Tok que divulgam os chamados “conteúdos masculinistas” contam com mais de 8 milhões de seguidores e quase meio bilhão de visualizações. Esses canais divulgam discursos sobre uma pretensa supremacia masculina, com consequente desvalorização das mulheres.
Para os especialistas, essa ideologia está na origem do aumento das diversas formas de violência contra mulheres e meninas. É preciso, pois, combater a cultura de violência por meio de ações busquem mudanças nas normas sociais, que hoje permitem a perpetuação da violência contra a mulher nos espaços públicos e privados.