Opinião
BRASIL GRISALHO .
.
Dados do Censo 2022 divulgados ontem pelo IBGE revelam que a estrutura etária da população brasileira sofreu transformações significativas ao longo dos últimos anos. O País tem atualmente mais de 22 milhões de idosos com 65 anos ou mais. É um número 57,4% superior aos 14 milhões apurados na operação censitária anterior, ocorrida em 2010.
As mudanças ocorridas ao longo desses 12 anos também são observadas quando analisadas a proporção de idosos sobre a população total. No Censo 2010, as pessoas com 65 anos ou mais representavam 7,4% de todos os moradores do país. Já em 2022, elas são 10,9%.
Em sentido inverso, o total de crianças com até 14 anos recuou 12,6%, saindo de 45.932.294 em 2010 para 40.129.261 em 2022.
O problema é que o País ainda não está preparado para atender adequadamente os idosos, e isso tende a piorar na medida em que essa população vai crescendo e se tornando mais relevante. Na Europa, o processo de envelhecimento ocorreu de forma lenta e somente depois de um enriquecimento das nações, quando problemas de infraestrutura já haviam sido superados. Infelizmente, esse ainda não é o caso do Brasil, onde há graves problemas a resolver, como saúde e educação públicas.
Suspeito de matar ex-companheira em cavalgada em Igreja Nova é preso
Ex-companheiro é condenado por matar professora em Viçosa
Caso Nayane Gaspar: IML conclui exame e aponta causa da morte
Estudante de 13 anos morre após passar mal em escola de Maceió
Ladeira da Moenda é liberada após retirada de poste
O Brasil ainda é um país com grande exclusão social, e os idosos formam um grupo vulnerável. Quando deixam de ser produtivos, muitos são abandonados pela família e só lhes resta viver em abrigos e asilos mantidos por entidades religiosas e filantrópicas, mantidas a duras penas por doações. Alguns idosos ainda contam com uma pequena aposentadoria ou benefício. Outros, nem isso.
O País tem, portanto, o desafio de executar políticas públicas que resultem em uma melhor qualidade de vida para a pessoa idosa e garantam a manutenção dos direitos já adquiridos. Trata-se de tirar do papel tudo aquilo que está garantido no Estatuto do Idoso.