Opinião
Construtores Alagoanos XV .
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O Padre Humberto de Araújo Cavalcanti - nascido na cidade de Viçosa, cognominada de “Atenas Alagoana”, pelos ilustres filhos que se dedicaram à literatura, à política, à música, ao folclore. Inclusive, também chamada de “Escola de Viçosa”. Dentre eles, destacaram-se: Théo Brandão, José Maria de Melo, José Aloisio Vilela, Monsenhor Cícero Teixeira de Vasconcelos, Cardeal Avelar Brandão.
Ordenou-se sacerdote em 08 de dezembro de 1950, na Universidade Gregoriana de Roma. Exerceu o magistério secundário, começando pelo Velho Liceu Alagoano, depois, Colégio Estadual de Alagoas e Colégio Estadual Moreira e Silva. Graduou-se em Ciências Jurídicas e Sociais e, posteriormente, fora consultor jurídico, trabalhando na consultoria Geral do Estado, bem como Procurador junto ao Tribunal de Contas de Alagoas.
Diga-se de passagem, fora meu professor de Português no Colégio Estadual de Alagoas. Certa vez, indaguei-o: Professor Humberto, tenciono ser escritor, como devo proceder? Ele respondera: Leia todos os clássicos a começar pelo Mestre Graça, Machado de Assis, José Lins do Rego, Jorge Amado, José Américo de Almeida. Leia os contos e romances.
Pertenceu à Academia Alagoana de Letras (AAL), Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas (IHGAL). Paralelamente, exerceu o cargo de Secretário de Estado (Gabinete Civil de Guilherme Palmeira), Chefe de gabinete da Reitoria da UFAL (General Nabuco Lopes). Lançou o seu famoso livro “O Banguê das Alagoas” - muito celebrado pela imprensa alagoana. Inclusive, fora articulista de escol do Jornal de Alagoas e Gazeta de Alagoas.
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Homem público erudito, fez sucesso quer como ministro de Deus, quer como preclaro mestre nos maiores e melhores colégios alagoanos. Destacou-se como orador sacro. Suas homílias nas Igrejas levavam os fiéis à satisfação de ouví-lo nas suas prelações dominicais. Marcou, portanto, sua presença durante sua bem-sucedida trajetória jornalístico-literária:
“Não podemos, em hipótese alguma, perder a nossa identidade humano-divina: filhos de Deus e irmãos uns dos outros, com todas as consequências daí decorrentes e a nossa adesão sincera e total a essa realidade, capaz de nos fazer alegres em meio à tristeza, pacíficos no turbilhão da atual violência e possível ilha de bondade num mar da maldade”.