Opinião
Ainda as mulheres
Está terminando mais uma semana marcada por atividades relacionadas ao 8 de março, Dia Internacional da Mulher, com o Brasil sobressaindo-se entre os países detentores de mais conquistas, nas últimas décadas, em prol da população feminina. Mas, a exemplo de outras nações, carece da continuidade e ampliação das políticas públicas para se livrar, definitivamente, de todas as formas de violência, de discriminação, de desigualdades sociais e econômicas que mais afetam as mulheres. O Brasil aderiu à Plataforma de Ações aprovada em 1995, na 4ª Conferência Mundial da Organização das Nações Unidas (ONU) para discutir os problemas mundiais das mulheres, que reuniu representantes de 180 países em Beijing, na China. Nossa realidade já parecia muito preocupante, com o crescimento das desigualdades contribuindo para a ?feminização da pobreza?. Mesmo com os avanços registrados ao longo dos anos, notadamente a partir dos anos 30, com o fim do último regime militar e a garantia dos direitos reforçada pela Constituição de 1988, o número de candidatas a cargo eletivo era insignificante. As estatísticas têm registrado aumentos significativos da participação das mulheres no mercado de trabalho, que era de 29% em 1976 e atingiu em 2002 43%. E cresceu bastante na política partidária, embora ainda deixe a desejar a presença feminina nos cargos mais influentes das administrações do setor público. Mesmo assim, houve uma elevação de 45% no número de mulheres no Congresso Nacional em 2002, em comparação a 1998, e de 25% nas assembléias legislativas. O Brasil chegou no terceiro milênio também com mais representantes do sexo feminino no Poder Judiciário, nos governos estaduais, municipais, como vereadoras, empresárias.... Porém, aumentam as necessidades de mais e mais investimentos, de melhoria no nível de conscientização, de formulação de diretrizes, de aperfeiçoamento de muitas leis, em todas as regiões brasileiras e do resto do mundo, a fim de que a maioria, em todas as faixas de idade, obtenha logo e realmente condições de viver dignas. Ainda temos muito para conquistar.