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Semi-�rido maior

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Considerado um dos maiores, mais populosos e também mais úmidos do mundo, com quase 900 mil quilômetros quadrados, o semi-árido brasileiro aumenta em extensão e desafios. Muitos deles dependendo de ações já reclamadas muito antes do século 20 nascer. Mais da metade de todo o Nordeste está dentro desta região, onde vive o maior contingente de pobres do País. Antes da nova remarcação, que acaba de ser oficializada ? a primeira - depois da realizada na década de 50, por ocasião da criação da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), seus problemas do semi-árido brasileiro eram sentidos diretamente por mais de 19 milhões de pessoas espalhadas por 1.031 municípios. Agora, com o semi-árido maior, são 101 municípios a mais, entre os quais 45 do Estado de Minas Gerais (já contava com 40 cidades e cerca de 600 mil pessoas incluídas nessa região), que passam a viver na esperança de suas carências mais urgentes serem pelo menos minimizadas antes de piorarem. Entre os novos municípios incluídos na zona do semi-árido constam três de Alagoas ? Igaci, Coité do Nóia e Quebrangulo, como divulgamos ontem. Eram 35. Este Estado sempre foi o de menor área e menos cidades incrustadas na zona do semi-árido. Mas todas elas, com direitos, portanto, como as demais pertencentes ao semi-árido, ao tratamento especial assegurado na Constituição, em forma de maiores atenções do governo federal no tocante ao repasse de recursos, bem como de financiamentos indispensáveis ao fortalecimento da economia e combate das gravíssimas questões sociais. Sobretudo, nas épocas de calamidades causadas pelas secas. Tomara que, doravante, esses municípios passem a ser tratados adequadamente. Ao contrário do que tem sido notado ao decorrer dos anos, com o governo federal deixando de assistir adequadamente ao semi-árido, tão afetado com os dramas das longas estiagens, sem liberar o montante das verbas previstas para o atendimento das reais necessidades da maioria da população, quando estudos já apontavam no ano passado que esta mesma região precisa de aporte anual de recursos em torno de R$ 20 milhões.

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