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Fome e desnutri��o

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Os governantes brasileiros e de outras nações precisam agir cada vez mais e com a maior firmeza possível a fim de vencerem, em tempo hábil, a luta contra o agravamento de problemas como a fome e desnutrição. Que atentem para os números intranqüilizadores que vêm sendo divulgados por organismos internacionais sobre as condições de sobrevivência de expressiva parcela da humanidade. Como os da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), segundo a qual, entre 2000 e 2002, 852 milhões de pessoas no mundo já estavam desnutridas. Desses, 815 milhões viviam em países em desenvolvimento, 28 milhões em países em transição e 9 milhões nos países industrializados. A propósito, a presidenta do Comitê Permanente de Nutrição das Nações Unidas (SCN/ONU), Catherine Bertini, advertiu, ontem, na abertura da 32ª Sessão do organismo em Brasília, como consta de uma matéria da Radiobrás, que se os países não aumentarem os investimentos no combate à fome e à desnutrição será difícil cumprir as Metas do Milênio. Definidas pelos países integrantes da ONU em 2000, elas prevêem a melhoria das condições de vida em relação à educação, saúde, igualdade de gênero, desenvolvimento econômico e ambiental até 2015. A primeira dessas metas é justamente a redução da fome e da pobreza pela metade até 2015. O próprio SCN manifesta-se otimista em relação a este primeiro problema, uma vez que prevê uma redução dos níveis de pobreza para 12,5%, ou o equivalente à metade dos números registrados há 15 anos. Enquanto isto, ainda de acordo com o órgão federal citando dados do Comitê da ONU, projetos oficiais de alimentação com o objetivo de reduzir a fome e má-nutrição têm sido insuficientes, apesar de a produção mundial de alimentos ter triplicado nos últimos cinco anos. O próprio SCN menciona a América Latina e Caribe entre as regiões onde as ações de combate à fome permanecem lentas. O que não dizer do Brasil, especialmente, que continua com os enormes desafios decorrentes das desigualdades sociais, mesmo com as causas principais e mais antigas já citadas em inúmeras advertências e inestimável quantidade de projetos antes da proclamação da República. Como a demora nas soluções definitivas para as populações do Agreste e Sertão conviverem com as secas.

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