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Opinião

Via-cr�cis feirante

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Em tempos de Semana Santa, são intensificadas as ações da Vigilância Sanitária sobre os pontos-de-venda de pescados. Os populares centros de atração da grande maioria dos compradores, as ?balanças de peixes? e o mercado público estão na mira da fiscalização. Fiscalizar as condições de manuseio, acondicionamento e o próprio produto é fundamental para a manutenção da saúde do usuário em bom nível. Essas operações devem ser mantidas em alta durante todo o tempo, pois toda semana deveria ser santa para a saúde. Ao mesmo tempo, a ação governamental da fiscalização deveria ser acompanhada de iniciativas mais amplas no sentido de garantir as melhores condições para que os produtos alimentícios possam ser adequadamente comercializados nos pontos-de- venda de fluxo mais popular. Maceió, hoje, está muito bem servida de locais de comercialização de alimentos onde as condições de higiene são impensáveis. Alguns desses endereços são dignos de qualquer grande cidade civilizada do Primeiro Mundo. Nesses locais, a fiscalização (sempre necessária) pouco tem o que chamar atenção. O problema de Maceió está localizado nos focos de venda onde a higiene ? de responsabilidade pública ? passa longe. Esse é o caso do mercado público. Só para falar em frutos do mar (e das lagoas e rios), a variedade encontrada no mercado público de Maceió é impressionante. Mariscos, moluscos, crustáceos, peixes de todos os tipos freqüentam as tarimbas do mercado público de Maceió. Na maioria dos casos, produtos frescos e de alta qualidade. Mas persiste um problema de considerável vulto: as condições físicas estão em petição de miséria. Sejamos justos: pode a fiscalização da vigilância sanitária chamar atenção e mesmo punir os comerciantes do mercado público quando o poder público os deixa à míngua, com lama dando no meio da canela e abandonados à própria sorte? Fiscalizar é indispensável, mas igualmente indispensável é proporcionar condições dignas de trabalho aos feirantes (no caso específico aos comerciantes do pescado).

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