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P�scoa e esperan�a

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MILTON HÊNIO * Hoje é Domingo de Páscoa, domingo de alegria e de esperança para os cristãos. Há mais de 2000 anos um homem jovem caminhava pelo Oriente com a intenção de distribuir amor, compreensão e paz entre os homens. Jerusalém era na época uma das maiores e mais importantes cidades do mundo antigo. Era o berço de uma cultura milenar. Um homem se esforçava para incendiar os corações. O entusiasmo do povo pelos seus milagres e suas palavras foi tamanho, que sua presença passou a incomodar os poderosos da época. O mesmo povo que o festejou no Domingo de Ramos o condenou sem justificativa. Até hoje muitos não o conhecem nem entendem o seu sacrifício pela felicidade da humanidade. Conseguia dizer o que pensava, mesmo sabendo que estava colocando sua vida em risco. Dizia, por exemplo, que os Fariseus limpavam o exterior do corpo, mas não se importavam com o seu conteúdo. Em suas pregações de cidade em cidade, demonstrava que o importante não era a doença do doente, mas o doente da doença. Ainda hoje, apesar de tantos anos passados, isso é uma verdade. O importante não era o quanto as pessoas estavam doentes, o quanto eram em estar deprimidas por fatores diversos, mas o quanto elas sofrem em seus interiores. Cada vez que Jesus abria a boca, perturbava o sono da cúpula judaica. Essa paz que tanto Cristo almejava está ficando cada vez mais distante. Por incrível que pareça, as primeiras palavras que um turista aprende entrando em Israel são ?Shaloom? e ?Saalam?, que em hebraico e árabe, respectivamente, significam paz. A paz tão ansiosamente esperada na região onde Cristo tanto caminhou pregando o amor está se tornando cada vez mais distante, pelo ódio aprendido e estimulado desde criança entre Palestinos e Judeus e povos da vizinhança, por uma luta milenar relacionada com o uso das terras e sua origem. Procuramos exaustivamente a paz. A humanidade, em sua maioria, anseia por ela. Será possível encontrá-la? Mas, ela exige um preço. Uma nova onda mundial pode nascer, de forma equilibrada e duradoura, se a luz do Evangelho brilhar nos horizontes, nos corações. Parafraseando o imortal poeta chileno Pablo Neruda, rezo no silêncio das minhas reflexões: Senhor, ajuda-nos a cavar o poço onde a humanidade encontra aquelas águas redentoras que matam a sede porque jorram para a eternidade... Ajuda-nos a estabelecer a paz, a integridade de um mundo exausto, parado, angustiado, que perdeu o rumo e a sua individualidade. Queremos cantar o Salmo da Libertação, um hino de amor, de justiça e de fraternidade sobre os escombros das guerras, da fome e da destruição. Guia nossos passos, Senhor, ilumina nossos projetos pois és o Caminho, a Luz e a Vida. A vida está, caro leitor, à sua disposição. Os dias que correm no mundo de hoje são cheios de obstáculos a vencer: renda familiar baixa, problemas com os filhos, saúde debilitada, enfim uma série de fatores que fazem o indivíduo ficar estressado. (*) É MÉDICO [email protected]

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