Opinião
Rem�dios mais caros
A maioria da população brasileira passa a viver maiores dificuldades para resolver seus problemas de saúde. Uma vez que as indústrias do setor estão, há vários dias, autorizadas pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), a cobrar um pouco mais por seus produtos. São mais de 13 mil medicamentos comercializados no País, já com os preços reajustados a partir desta quinta, obedecendo ao índice fixado em três faixas diferenciadas, respectivamente até 5,89%, 6,64% e 7.39% - definidas segundo o nível de competição nos mercados a partir do grau de participação dos genéricos nas vendas. O novo encarecimento dos remédios é o primeiro de 2005 e dizem que será também o único deste ano. Mesmo com mais alguns meses sem atualização dos valores de tais produtos, já é tempo de a nação inteira, e especialmente as pessoas de poucas rendas e sem renda alguma, serem beneficiadas com menos dificuldades para cuidar da saúde. O que será possível quando forem adotados os meios necessários com vistas a garantir efetivamente a saúde para todos, conforme o estabelecido na Constituição Federal, e os produtos essenciais como os medicamentos deixarem de ter preços proibitivos devido a vários fatores, sendo um deles a nossa segunda maior carga tributária do mundo. Além disto, como mostram dados recentes fundamentados nos números do próprio Ministério da Saúde, o Brasil continua entre os países com menores investimentos por habitante em saúde pública. Inclusive, estamos atrás de parceiros do Mercosul, entre os quais a Argentina e Paraguai. E tem sido comum a má aplicação e casos de desvios de recursos nessa área, enquanto aumenta a quantidade de pessoas em todo o território nacional sem condições de comprar um simples comprimido. Apesar de algumas melhorias nos últimos anos, como a criação dos medicamentos genéricos.