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Opinião

Degrada��o

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Os dirigentes e povos de todo o mundo não podem deixar de refletir sobre o relatório da Avaliação Ecossistêmica do Milênio, da Organização das Nações Unidas (ONU), de que pelo menos 60% da água doce, da vida marinha, do solo e do clima no planeta registram um alto grau de degradação ou são usados de forma insustentável. O resultado disto, se não forem adotadas as medidas necessárias em tempo hábil - adverte o estudo -, será o colapso futuro na capacidade do planeta de fornecer bens e serviços naturais aos seres humanos, cujo primeiro efeito prático deve ser a impossibilidade de atingir as oito Metas do Milênio definidas pelo organismo internacional em 2000. Elas prevêem o combate à fome e de outros problemas relacionados às péssimas condições de vida da maioria das populações até 2015. Divulgado na última quarta-feira, o documento começou a ser elaborado com a participação de mais de mil especialistas voluntários de 95 países, inclusive do Brasil, em 2001. As suas conclusões foram apresentadas também nesse mesmo dia pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), na sede da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf), em Brasília. Esperamos que os governantes, os legisladores, os executores das leis, cada cidadão, se conscientizem e se empenhem por providências necessárias voltadas para a preservação dos recursos naturais, mediante ações preventivas, de educação, de advertências, e punitivas, sem esquecer a importância de decisões rigorosas contra os destruidores das fontes de vida indispensáveis ao desenvolvimento sustentável. Para evitar o pior, com o que vem ocorrendo há décadas, por exemplo, com a destinação final do lixo e outros tipos de resíduos, com o que resta da fauna e da flora na maior parte dos unicípios brasileiros.

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