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Rem�dio para o Lifal

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Agora, mais do que nunca, é preciso todas as alternativas possíveis no sentido de garantir o pleno funcionamento do Lifal, a unidade produtora de produtos farmacêuticos da rede pública de saúde, considerada uma das mais importantes iniciativas governamentais da segunda metade do século passado ainda antes de ter sua sede transferida, há mais de dez anos, do acanhado prédio do Trapiche da Barra para o Distrito Industrial do Tabuleiro. A solução definitiva para a crise ali instalada, a pior desde sua construção, e agravada nos últimos dias devido a fatores já de amplo conhecimento da população graças à imprensa, pode ser apressada numa ampla discussão com os representantes dos diversos setores da sociedade organizada. Conforme informamos anteontem, o próprio governo do Estado tem interesse de que o futuro do Lifal seja discutido em audiência pública. E deve, até porque além das propostas que poderão surgir com vistas ao seu soerguimento, o debate de forma ampla e democrática é imprescindível onde há a necessidade do controle social permanente, cada vez mais necessário para a transparência dos acertos e desacertos nas administrações do patrimônio público. Este mecanismo de fiscalização do que se faz com o dinheiro público está salientado na Resolução do Conselho Nacional de Saúde que aprovou, no ano passado, a Política Nacional de Assistência Farmacêutica como parte integrante da Política Nacional de Saúde. Seja qual for o tratamento a ser dado ao Lifal, que seja a fim de este único laboratório farmacêutico público dos alagoanos ter as condições necessárias de cumprir as finalidades para as quais foi criado, contribuindo para o atendimento das necessidades mais urgentes da esmagadora maioria do povo necessitado de remédios grátis ou de preços mais acessíveis.

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