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�guas contaminadas

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Alagoas não pode voltar a ser destaque negativo, até internacionalmente, como há menos de uma década, quando teve sete municípios numa relação de dez que, no País, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), apresentavam os piores índices de desenvolvimento humano. Nessa mesma época, as cidades de Teotônio Vilela e São José da Tapera foram as mais citadas nas manchetes devido aos deploráveis indicadores sociais. Sobretudo, em relação à mortalidade infantil. A primeira cidade chegou a ser recordista nacional com 350 mortes em cada mil crianças nascidas vivas e menores de um ano. A segunda tornou-se mais tristemente conhecida por uma série de motivos, sendo o principal a quantidade de óbitos de meninos e meninas antes de completarem um ano de vida (114 por mil). Um dos fatores que mais contribuíram para tais situações permanece entre as piores ameaças no território alagoano, nos demais estados do País e em outras regiões do mundo: a má qualidade das águas. E novamente o município de Teotônio Vilela, por causa disto, aparece nos noticiários, agora com mais dois deste mesmo Estado: Colônia Leopoldina e Campestre - com as suas populações sob ameaça de agravamento dos problemas de saúde. Principalmente em conseqüência de diarréia, que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em estudo divulgado ontem, está entre os males que mais provocam mortes de crianças no mundo (18%), depois das condições neonatais agudas, geralmente nascimento prematuro, asfixia no nascimento e infecções respiratórias, principalmente pneumonia. Problemas como estes não devem continuar na relação dos que só despertam maiores preocupações, providências, planejadas ou não, quando causam maiores danos e repercutem negativamente.

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