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Opinião

De olhos abertos

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Graças ao embargo da Prefeitura de Maceió, a preocupação do alagoano com a orla da Capital foi elevada a primeira categoria. E, numa dolorosa lição, ensina que as coisas certas devem ser feitas na hora certa. Assim, há tempo de sobra para se corrigir as supostas irregularidades cometidas no projeto do Memorial da República; mas, no tocante ao Memorial Teotônio Vilela, como fazer? Por que as incorreções não foram apontadas e devidamente notificadas na hora certa? As questões de política partidária podem explicar os porquês de tais desencontros, mas nem de longe justificam a disparidade de encaminhamentos do poder público municipal acerca dessa questão. No final da corrente quem leva o sopapo é a população: ou fica com uma obra irregular ou paga dobrado (no caso de demolição para posterior reconstrução). A primeira lição é que os critérios técnicos têm de estar em primeiro lugar no trato da coisa pública, impossibilitando que conveniências políticas influenciem a tomada de decisões. Ensinamento igualmente prioritário, esse caso é um exemplo dos prejuízos da demora em se autuar quaisquer irregularidades ? e nesse caso, o que está sendo feito para impedir que a anarquia urbana comprometa a possibilidade de crescimento racional e planejado nas áreas ainda possíveis de serem salvas em Maceió? O que se está fazendo para resguardar o futuro imediato do litoral norte de Maceió, onde prédios gigantescos estão sendo anunciados? Nesse mesmo litoral norte, logo após a praia de Cruz das Almas, edificações particulares avançam no sentido do mar, impossibilitando até o planejamento de uma orla pública, com passeios e pistas adequadas a uma cidade moderna. Rigor na fiscalização, rigor no cumprimento da lei, diligência na elaboração do novo Plano Diretor: essas são obras prioritárias.

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