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Nº 5716
Opinião

O poder da mente

JOSÉ MEDEIROS * Madre Teresa de Calcutá foi extraordinário exemplo de amor ao próximo, dedicação aos humildes, doentes e abandonados da sorte. Sua missão de vida foi a de fazer “com que os homens e mulheres, especialmente crianças pobres e desprovidas de

Por | Edição do dia 01/05/2002 - Matéria atualizada em 01/05/2002 às 00h00

JOSÉ MEDEIROS * Madre Teresa de Calcutá foi extraordinário exemplo de amor ao próximo, dedicação aos humildes, doentes e abandonados da sorte. Sua missão de vida foi a de fazer “com que os homens e mulheres, especialmente crianças pobres e desprovidas de um lar, sentissem a dignidade de serem amados”. Eu tenho por ela admiração, respeito e devoção. De um livro do famoso médico indiano Kishan Chopra retiro um comentário brincalhão, mas que homenageia essa santa do povo. Pergunta: “Por que São Pedro não deixou Madre Teresa entrar no céu? Por que relutou em abrir as portas do paraíso? Respostas: Porque no céu e no paraíso não há favelas, nem doentes, nem famintos, nem desabrigados”. Lembrei-me de Madre Teresa ao refletir sobre um tema bem diferente de sua obra social e religiosa. Há um episódio que retrata o poder de sua mente. Repete-se, no meio religioso, que no momento de sua morte centenas de indianos em distantes cidades do país ajoelharam-se e rezaram por sua alma, afirmando que ela tinha morrido. Nenhuma rádio, ou televisão, até aquele momento, havia noticiado o infausto acontecimento. Estabelecera-se – tudo leva a crer – uma transmissão de pensamento, instantânea, captada por centenas de “sensitivos”. Em parapsicologia, chama-se esse fenômeno de telepatia. É energia que flui da força mental da qual determinadas pessoas são portadoras. O ser humano é dotado de capacidade sensorial, sensibilidade e força espiritual. Os fluxos positivos ajudam, são favoráveis. É bom conviver com pessoas alegres, carismáticas, essa corrente espiritual é benéfica e agradável; ajuda a manter o pensamento positivo. Por outro lado, o povo fala em pessoas de “pé-frio”, negativas, cuja convivência prejudica. Outras guardam venenos embutidos nos olhos e nas palavras. Os fatos citados enquadram-se nos estudos da parapsicologia. A telepatia e a premonição são os mais comuns. Premonição é advertência antecipada do que vai acontecer, espécie de pressentimento e antevisão de acontecimentos futuros. Há os que não acreditam, seguem rigores do pensamento científico; se não é explicado pela ciência e comprovado em laboratório, não vale. Para esses, todo o resto é crendice, magia, superstição. A Psicologia, a Psicanálise e a Psiquiatria estudam a mente, curam distúrbios, analisam o consciente e o inconsciente. Entretanto, são muitas as manifestações ainda não explicadas e os segredos não revelados. Podem-se enumerar fatos do cotidiano, vejamos alguns: você pensa em alguém e esse alguém telefona imediatamente, ou já está à porta de sua casa, ou no elevador do edifício em que mora. Caminha-se na rua, tem-se a sensação de que alguém próximo está olhando você; olha-se, em volta, e lá está um amigo, que há tempo não se via. Fica-se triste com a sensação de que algo vai acontecer, e não dá outra, acontece. Coincidências? Se quisermos ir além sabemos que polícias no mundo inteiro utilizam “sensitivos” para descobrir objetos ou localizar pessoas. Esses são os exemplos mais simples. Até simpatias, empatias ou antipatias à primeira vista são explicadas pela ciência parapsicológica. Assuntos complexos que envolvem fluxos e refluxos dos labirintos da mente humana. Reconhece-se, entretanto, que existem charlatanismos, mistificações e fraudes que confundem a opinião pública e retiram a possibilidade de um melhor enfoque desses fenômenos. (*) É MÉDICO

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