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Nº 5710
Opinião

Dia do Trabalhador

Mais uma vez o Dia Internacional do Trabalhador, no Brasil, é lembrado pelas entidades representativas dos trabalhadores com atos públicos e outros eventos marcados por justos protestos contra a política econômica da era FHC e suas conseqüências. Com o ag

Por | Edição do dia 01/05/2002 - Matéria atualizada em 01/05/2002 às 00h00

Mais uma vez o Dia Internacional do Trabalhador, no Brasil, é lembrado pelas entidades representativas dos trabalhadores com atos públicos e outros eventos marcados por justos protestos contra a política econômica da era FHC e suas conseqüências. Com o agravamento das desigualdades sociais, o nosso novo salário mínimo é o menor dos países do Mercosul. A data também servirá para reforçar as lutas nas ruas em relação ao polêmico projeto de flexibilização das leis trabalhistas, que se encontra no Congresso Nacional. São antigas as reivindicações que deverão ser reiteradas hoje com vistas à valorização do piso salarial de expressiva parcela da massa trabalhadora do País, cuja renda média é a pior dos últimos dez anos, como têm mostrando as estatísticas até mesmo de órgãos governamentais, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A propósito, o economista alagoano Edmilson Veras revela, em um de seus estudos mais recentes, que o rendimento médio mensal no Brasil, em 1989, era de R$ 560,00. Esses valores caíram para R$ 434,00 em 1993, subiram para R$ 525,00 em 1999, e partir daí começaram a despencar terrivelmente. O salário mínimo nacional passou a ser um dos assuntos mais discutidos nos últimos anos, principalmente na Câmara e no Senado. Não faltaram parlamentares aliados ao governo e da oposição destacando o fato de que, nas últimas décadas, essa remuneração passou a ter um valor várias vezes inferior ao que valia quando foi criada em 1940, “para atender as necessidades básicas do trabalhador”. Já tivemos várias eleições, incluindo a reeleição do atual presidente, e nada significativo em termos de melhorias do poder de compra de quem depende dos menores valores pagos a quem produz, ou vive de aposentadoria e pensão entre nós. Conseqüentemente, continuamos convivendo com os resultados do crescimento da miséria e da fome no Brasil. Apesar de a Constituição Federal estabelecer um salário mínimo fixado por lei, nacionalmente unificado, capaz de garantir a quem o recebe e suas famílias o atendimento no que diz respeito à moradia, alimentação, educação, saúde, laser, vestuário, higiene, transporte e previdência social, e “com reajustes periódicos que preservem o poder aquisitivo”.

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