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Opinião

Canal da esperan�a

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A má distribuição da oferta de água permanece entre os mais antigos e piores problemas de várias regiões do mundo. Como sabemos, o nordeste brasileiro está entre as mais afetadas, a ponto de ter municípios, inclusive alagoanos, mesmo banhados pelo Rio São Francisco, a exemplo de Belo Monte, com suas populações vivendo em situação de calamidade nas secas periódicas. E isso apesar de vários estudos colocarem o Brasil como um dos países mais privilegiados em todo o planeta, pelo fato de dispor de 12% do total mundial de água doce, ?um volume que pode garantir o abastecimento farto de toda a população?. Continuamos, até quando só Deus sabe, tratando de uma situação que já era uma das maiores causas de preocupação entre os primeiros habitantes dos sertões e agrestes nordestinos, além de tema principal de promessas e planos que jamais seriam cumpridos, muito antes de surgirem as primeiras repartições públicas destinadas exclusivamente a realizar ações de combate aos efeitos da estiagem. Enquanto em outras partes do mundo, e até mesmo no deserto, como Israel, e terras vizinhas das mais assoladas pelo flagelo, começavam e cresciam os projetos que logo tornaram as atividades sociais e econômicas dessas áreas permanentemente prósperas. Pelo menos em relação à expressiva parcela dos alagoanos que teima em continuar vivendo e produzindo na área do chamado Polígono das Secas, acaba de ser renovada a esperança de que o projeto do Canal do Sertão, lançado ainda em 1992 pelo governo estadual, terá novas verbas federais liberadas. É preciso dobrar esforços para que o empreendimento, previsto para ser concluído numa década e atender 42 municípios, e que esteve com as obras paralisadas também por cerca de dez anos, seja conduzido à implantação definitiva.

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