Opinião
O novo papa
O mundo já sabe que o novo papa é Bento XVI, batizado como Joseph Ratzinger, o decano dos cardeais, considerado conservador e ?braço direito? de João Paulo II nas questões doutrinárias, e passa a viver, neste começo do terceiro milênio, as expectativas do novo tempo. Como o próprio Ratzinger já dissera a amigos, conforme recorda matéria da Folha Online, que estava pronto para ?aceitar qualquer responsabilidade que Deus colocasse sobre ele?, resta à humanidade torcer por um futuro realmente de paz e prosperidade. Concordamos com dom Mauro Morelli, quando diz que a tendência conservadora do sucessor do papa João Paulo II ainda não é suficiente para estabelecer as diretrizes que a igreja vai seguir. E completa: ?É um tempo novo, uma situação nova, cabe a ele decidir qual o rumo que a compreensão da fé deve tomar?. Estão certas as pessoas que, como o ex-bispo da diocese de Duque de Caxias (RJ) em declarações à Folha, acham que a idade avançada (78 anos) é um dos primeiros entraves que o novo papa terá que lidar, pelo fato de a igreja ser desafiada pela história e ele pela urgência do tempo. Mas se pode ter esperanças, aguardar acontecimentos de acordo com os anseios dos povos de várias partes do planeta e não apenas das populações católicas, diante da globalização, dos avanços das ciências. A julgar pela história do novo líder da Igreja Católica. Pelas suas complicadas tarefas conduzidas a bom termo, ao longo de todos os anos dedicados à Igreja, sobretudo no Vaticano, como a de guardião da doutrina da fé, ressaltado por dom Mauro, há inúmeras razões para não se perder a fé, e sim apostar no seu fortalecimento, na continuidade das memoráveis realizações dos sucessores de São Pedro, como muitas, das mais recentes e importantes de todas, conduzidas pelo papa João Paulo II.