Opinião
Jo�o Paulo II, o papa do amor e da paz
| Aloisio de Vasconcelos * 1. Temos absoluta certeza que o mundo inteiro ainda está consternado, inconformado, profundamente triste e com suas dores multiplicadas com o impacto causado pela notícia do falecimento do papa João Paulo II, às vinte e uma horas e trinta e sete minutos (horário de Roma), do dia 2 de abril deste mês. 2. Quando dizemos o mundo inteiro é porque durante o seu longo pontificado, de quase vinte e sete anos, sua pregação nunca se desviou do amor, da justiça e da paz, e estes são assuntos do interesse de todos os seres humanos e não apenas dos cristãos, especificamente daqueles que pertencem à Igreja Católica Apostólica Romana. 3. Unido à Virgem Santíssima e incessantemente rogando o auxílio divino para melhor poder atender os apelos do Evangelho, KAROL JÓSEF WOJTYLA, mundialmente conhecido como JOÃO PAULO II, foi, sem dúvida alguma, um homem iluminado pelo Espírito Santo. Pois em suas inúmeras viagens aos locais mais recônditos do planeta, mesmo tendo de travar duras lutas e percorrer ásperos caminhos, nunca deixou de se situar independentemente das poderosas influências locais e de buscar o legítimo conceito de honra com atos justos e a consciência tranqüila. Os pequenos dissabores, que porventura teve, desapareceram no oceano das alegrias com o qual Deus pontilhou o seu caminho. 4. Os fatos comprovam que mais de um quarto de século de atividade religiosa não o desgastou; isto porque era um homem ?de todas as eras e de todas as gerações, sem perder, contudo, a fibra da sua conduta?. Foi esta contemporaneidade às mudanças que o fez sair do Vaticano e percorrer, aproximadamente, um milhão e cem mil quilômetros para visitar mais de cento e vinte e cinco países com o objetivo de ter contato direto com o povo ao pregar o Evangelho; demonstrar ter uma produção cultural eclesiástica e laica admirável ao publicar obras contendo idéias úteis e saudáveis que contribuíram para aperfeiçoar a sociedade e revigorar a até então convalescente Igreja Católica Apostólica Romana; comandar com firmeza a Igreja cumprindo, mesmo sob críticas, rigorosamente todos os rituais da fé cristã; não se intimidar ao entregar-se à realização das causas polêmicas como o diálogo inter-religioso. Além disso ter discernimento para avaliar à luz da atualidade temas abrangentes que exigem de todos imparcialidade e compaixão. Finalmente, ter um carinho todo especial para com a juventude, assim como Jesus Cristo, o único e suficientemente salvador de nossas vidas, tinha para com as criancinhas. (*) É professor da Universidade Federal de Alagoas