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Opinião

Construtores Alagoanos XVIII .

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DECORVM PVLCHRVMQVE OFFICIO FGNGI - É honroso e belo cumprir o dever. O Professor Aloysio Américo Galvão, originário da aplausível São José da Laje, notabilizou-se como exímio latinista, projetando-se nacionalmente nas suas andanças vernaculares. Estudou Humanidades e Filosofia no venerando Seminário de Olinda. Diplomou-se em Letras Neolatinas. Em 1956, diplomou-se pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Alagoas, bem como em Literatura em letras pela mesma Faculdade. Bacharelou-se em Direito pela tradicional Faculdade de Direito de Alagoas (1958).

Com esse cabedal técnico-acadêmico, fora nomeado Professor Catedrático de Língua Portuguesa do Colégio Estadual de Alagoas, Professor Titular de Literatura Brasileira das UFAL (1957), Professor de Latim da UFAL (1971). Fora diretor do Colégio Estadual (1963-1971), onde o conheci com sua gestão rígida, exigente no procedimento do alunado, bem como na disciplina in loco do velho Colégio. Senti-me agraciado com sua fidalga atenção. Vez por outra, encontrava-o no Maceió Shopping. A prosa era boa em todos os sentidos.

Aprovado em concurso de provas e títulos, fora nomeado Juiz de Direito da Comarca de Cacimbinhas, terra do Deputado Estadual Dr. José Wanderley (1986). Por merecimento, fora promovido ao Juízo de Direito da 2ª Vara da Comarca de União dos Palmares (1991). Posteriormente, chegara à capital em 1995.

Membro do vetusto Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas (1971), inquilino da Casa de Demócrito Gracindo (1995), Membro da Academia de Letras e Artes do Nordeste Brasileiro - Núcleo de Alagoas (1998). Sempre cultivou o vernáculo herdado de Camões e Bilac. Colaborou de forma irrestrita na imprensa alagoana. Escreveu Anacoluto - tese de concurso à Cátedra de Língua Portuguesa do Colégio Estadual de Alagoas (1961)/ Monografias: Cultura Política Brasileira (ESG, Rio de Janeiro, 1975); O Nascituro e o Direito de ser assassinado/Publicações: Centenário do Tribunal de Justiça de Alagoas, volume I, Sergasa (1992), Joaquim Nabuco, Sesquicentenário de uma vida e Centenário de um estilo, dentre outros.

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Viveu dignamente, servindo às letras neolatinas, bem como às Alagoas. Atencioso às pessoas, usava a linguagem erudita, admirava a poesia, os clássicos da literatura: Machado de Assis, Graciliano Ramos, José Américo de Almeida, José Lins do Rego, Raquel de Queiroz; que morou em Maceió na década de trinta. Enfim, um Professor a vida inteira espalhando e defendendo a cultura.

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