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Hist�ria da cultura alagoana

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Gilberto de Macedo * Faz-se a história da cultura de uma comunidade por meio da apreciação pertinente das obras de seus habitantes e instituições. Com representativa identidade, reflete-se o que é, verdadeiramente, a cultura respectiva. Assim, merecedora de encômios é a iniciativa da Academia de Letras para a elaboração litero-biografia dos patronos, a cargo de cada acadêmico ocupante de cadeira que pertenceu aos mesmos. Patronos são aqueles que, numa determinada época no passado, foram membros efetivos de instituição. Os seus nomes ficam assim conservados na história da instituição. Não é, pois, uma futilidade, mas uma relevância. Elaborar essa tarefa é, portanto, uma necessidade. Pois interessa, não somente ao âmbito interno da instituição, mas à sociedade em geral. Assinala um marco cultural na comunidade. É tanto mais que vem preencher uma sensível lacuna. Isso quanto ao lamentável desconhecimento das gerações atuais, no que diz respeito a nomes ilustres que, à sua época, enriqueceram o patrimônio intelectual do seu meio. É que, no caso em lide, vale observar que se tem feito a anotação de acontecimentos políticos, o que é louvável, e se tem desprezado as manifestações culturais representativas de nossa realidade. Certo que realizar um estudo dessa natureza é empreendimento difícil; trata-se da vida acadêmica em sua multiplicidade de aspectos, nas variadas manifestações autorais. Além disso, pelo tempo, muitas fontes de pesquisa não mais existem; noutro aspecto, a diversidade de natureza da obra a ser apreciada torna mais difícil a visão por alguém de outra área do conhecimento. Esta é uma tarefa crítica que há de ser realizada por algum especialista. Por enquanto há de fazê-la com esforço de adaptação intelectual e equilíbrio, levando em consideração, particularmente, a mentalidade da época em que a obra foi escrita. Assim, com essa história biográfico-literária é possível aprender-se a respeito dos valores vigentes no mundo das letras, na fase considerada. Crítica histórico-cultural representativa dos rumos da evolução no processo de intelectualização, na comunidade. Nessas biografias têm-se, então, uma história que, embora pessoal, contudo, não é fechada, mas se estende à sociedade. Uma amostra do intelectualismo alagoano, em seu evolucionismo, e que se tem revelado no campo tradicional nos setores respectivos, do Direito, da Medicina, da Educação, e, mais recentemente, na Arquitetura, na Administração, nas Ciências Físicas e Sociais. Há que se cuidar das mesmas. Faz justiça ao mérito. Uma exigência histórica de maior relevância. (*) É escritor e colabora em publicações como articulista

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