Opinião
1� de Maio
A semana começa marcada pelas pelos eventos alusivos ao 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, que, desde a primeira vez em que foi comemorado, em âmbito mundial, em 1890, quatro anos após a fundação da Associação Internacional dos Trabalhadores, vem sendo lembrado principalmente com lutas que priorizam reivindicações e algumas das quais já defendidas nas primeiras, cuja origem é ligada aos acontecimentos de Chicago, nos Estados Unidos, em 1886, relacionados à jornada de trabalho quando 38 operários foram mortos. Por vários anos, neste país, o 1º de maio era ansiosamente aguardado pelos trabalhadores pelo fato de sempre nesse dia o governo anunciar o novo salário mínimo, diferentemente de agora, com a antecipação do anúncio do reajuste em abril do menor piso salarial brasileiro a vigorar por um ano a partir do mês seguinte. Enquanto isso, a maioria dos que trabalham, dos aposentados ou pensionistas já começa a pensar que tipo de milagre terá que fazer para sobreviver com esse reajuste, a partir de amanhã e nos próximos 12 meses. E ganharia a ?sorte grande? se pelo menos com esse último aumento o salário mínimo dos brasileiros passasse a valer R$ 1.477,49, ou seja, 5,68 vezes o piso vigente até hoje (R$ 260). Conforme estimativa feita pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), tendo como base o preceito constitucional que determina que o salário mínimo deveria ser suficiente para a manutenção do trabalhador e de sua família, suprindo suas necessidades como alimentação, moradia, transportes, educação, higiene, saúde, vestuário, lazer e previdência, o salário mínimo justo seria esse no País. Segundo noticiou a Folha Online, o Dieese levou em conta ainda no seu cálculo o maior custo apurado para a cesta básica - de R$ 175,87 em São Paulo no mês de março.