Opinião
A visita da bela senhora
Lysette Lyra * Quarta feira, 27 de abril, Maceió foi agraciada com a visita da sra. Lilly Marinho, que aqui veio lançar seu livro: Lilly & Roberto, em que conta, de uma maneira muito agradável, suas experiências existenciais, na companhia de dois grandes homens da sociedade brasileira. Pessoa gentil, educada, elegante e ainda bastante bonita, o que justifica sua escolha para representar a França num concurso de beleza, quando era muito jovem. O que, também, explica a paixão despertada em seus dois maridos. Nascida na Alemanha, filha de mãe francesa e pai inglês, recebeu uma educação rígida, e bastante cuidada, cujos frutos se refletem, até hoje, na sua personalidade. Escreveu esse livro com o intuito de homenagear seu segundo esposo, o grande homem de imprensa, dr. Roberto Marinho, prestando-lhe um tributo, não só como importante empresário, mas como o companheiro amoroso com quem conviveu por 14 anos. Sua obra, além de um estilo literário muito interessante, encerra o retrato de uma mulher impregnada de sensibilidade, humana, forte e simples, pondo à mostra uma existência cheia de emoções, ensinando, através de suas experiências, como enfrentar as várias situações que a vida, muitas vezes, nos apresenta. Dificilmente uma pessoa consegue ser plenamente feliz num casamento, quanto mais em dois! Essa conquista, realmente, foi devida a sua capacidade de amar e a sua habilidade. Viveu durante 45 anos com Horacio de Carvalho, cujas núpcias contraiu aos 17 anos. Uma união tranqüila que lhe deixou tão boas lembranças. Ainda jovem, encontrou-se, fortuitamente, com Roberto Marinho, numa festa no Copacabana Palace, deixando-o tão impressionado, que ele guardou sua imagem para sempre. Quando ela enviuvou o destino os aproximou, novamente, numa união cheia de cumplicidade e entendimento. Um amor maduro e duradouro. O chá regional que a Organização Arnon de Mello lhe ofereceu, no restaurante das Irmãs Rocha, certamente foi algo surpreendente para o seu paladar francês, mas Lilly experimentou com simpatia os quitutes deliciosos das famosas banqueteiras e, até levou com carinho, uma caixinha das finas iguarias oferecidas pelas proprietárias, para saboreá-las na volta ao Rio. No Teatro Deodoro autografou seus livros para um representativo número de pessoas. Pena que o curto espaço de tempo passado em Maceió não lhe tenha dado o ensejo de conhecer nossos belos recantos. De apreciar o farfalhar dolente de nossos coqueiros. Mas estou certa de que acrescentou, as suas inúmeras lembranças, o calor receptivo de nossa sociedade. (*) É membro do Grupo Literário Alagoano.