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quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
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Opinião

O aviso das �guas

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Com menos de uma hora de chuva forte, como mostramos na edição de ontem, o caos tomou conta de algumas áreas de Maceió na segunda-feira, com as águas causando situações desesperadoras em vários locais de Maceió. As enxurradas transformaram em rios barrentos os principais acessos da cidade. Das tradicionais áreas de risco espalhadas por vários bairros mais pobres, onde famílias inteiras marcadas pelas inundações do ano passado ainda aguardam a atenção devida do poder público, incluindo novas casas; as chamadas áreas nobres, a exemplo da Avenida da Paz. Não são apenas as terríveis tragédias causadas ou não pelas águas em excesso que devem ser vistas como alerta sobre desastres naturais maiores e provocar medidas preventivas. Ocorrências, mesmo as de menores proporções, como as de anteontem em Maceió, os quaisquer outras, como as cheias ou secas que já mataram centenas e centenas de alagoanos, devem servir de advertência e provocar dos gestores e fiscalizadores da administração pública investimentos suficientes em ações contra conseqüências piores. E mesmo onde existem, no caso de Maceió, por exemplo, elas devem estar suficientemente estruturadas e em condições de agir outros organismos da administração pública, entidades da iniciativa privada e grupos de voluntários a qualquer. As cidades como Maceió, que sofrem as influências das marés, os danos diários da devastação do que restam de suas matas e barreiras, afetadas pela expansão urbana desordenada com as redes de drenagem natural prejudicados por obras de canalização, aterros e desvio do seu curso original e escassa oferta de saneamento básico, não podem permanecer como se encontram há muito tempo, sem atenções permanentes quanto aos resultados desastrosos que esses problemas costumam produzir.

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