Opinião
Viol�ncia
O comandante da Polícia Militar alagoana, coronel Luciano da Silva, não cometeu nenhum absurdo ao declarar, numa entrevista exclusiva que publicamos na edição do dia 15 deste mês, que depende da união dos poderes públicos e da sociedade a redução do número de homicídios no Estado a um patamar aceitável. Mas logo surgiram protestos devido à ligeira alusão feita aos municípios. Em nenhum momento foi dito pelo entrevistado à esta Gazeta que não há realizações das edilidades no campo social e tem faltado apoio das administrações municipais às ações das instituições da área de segurança pública. Mas, com as reações em relação a alguns termos que ele usou nas afirmativas, faltou quem lembrasse não poucas iniciativas bem-sucedidas no combate à criminalidade, sobretudo aos delitos violentos, no Brasil e em outras partes do planeta. E elas têm sido transformadas em realidade pelas prefeituras com o envolvimento das câmaras locais e de entidades comunitárias. Lamentavelmente, ninguém recordou, por exemplo, uma série de estudos e documentos que mostram e ressaltam exitosas parcerias pela paz, formadas com prefeituras, demais entes públicos, como os governos federais, Judiciário, Ministério Público, igrejas, sindicatos e associações de moradores. Foram esquecidos até dados confiáveis e detalhados de um relatório, datado já de 2003, do Grupo de Trabalho de Segurança Municipal, criado por sugestão das próprias associações nacionais de prefeitos e municípios no âmbito do Comitê de Articulação Federativa ? instituído pela Subchefia de Assuntos Federativos da Casa Civil da Presidência da República e coordenado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça. Nas discussões sobre questões como a que ora tratamos, é importante também lembrar a Constituição Brasileira vigente.