Opinião
Grandeza de ser m�e
MILTON HÊNIO * Por intermédio de minha profissão convivo diariamente com mães, há 42 anos, e posso julgá-las como mulheres notáveis em qualquer nível social e econômico. É impressionante o amor, a dedicação, o desprendimento que elas devotam aos filhos. Eu comparo o trabalho rotineiro das mães com o de um rio. O rio corre sozinho. Vai seguindo seu caminho. É sempre corajoso no seu papel de caminhar. Enfrenta obstáculos, mas vai em frente. Apressa-se nas cachoeiras. Desliza de mansinho nas baixadas. Precipita-se nas cascatas. Mas, no meio de tudo isso, vai seguindo seu caminho cuja meta é encontrar o mar. O mar é sua realização. A meta de uma mãe é ver o filho feliz. E ela luta, sofre, sabe chorar e sorrir nos momentos certos ao lado do filho. Mãe assemelha-se a uma árvore frondosa, que dá o fruto saboroso e oferece sua sombra refrescante. Assim, a mãe abriga aquele embrião, entrega ao mundo o fruto do seu ventre, alimenta, educa e forja a sua criança, abençoa a sua alma e acompanha com espírito abnegado o homem que gerou. E no recolhimento de sua velhice continua irradiando sua luz perene de sabedoria. Mãe de hoje, mãe moderna dos tempos em que se corre para tudo, que tem que se dividir entre o marido, a casa, o trabalho e os filhos. Mais do que nunca vemos a mulher assumir e desempenhar sua função específica na família, na comunidade e na vida profissional. Homenageio por meio desta crônica as mães da minha terra que pela imensidão do seu amor têm um pouco de Deus e pela constância de sua dedicação têm muito de anjo. Passamos a vida entre recordações e esperanças. Recordações de momentos inesquecíveis vividos com nossos pais. As mães de hoje, mais do que as de ontem, ficam preocupadas com o caminhar dos filhos, principalmente na fase da adolescência, num mundo cheio de conflitos. É missão delas vigiá-los a distancia, porque, segundo Khaliu Gilbran, os filhos são como flechas que são atiradas e não sabemos qual o seu destino. Agora que me foi dado vencer grande parte da escalada da vida, eu posso garantir como foi grandiosa a presença da minha mãe ao meu lado até 1996, quando ela partiu. Não a esqueço nunca, em nenhum momento de minha vida. Na passagem do Dia das Mães homenageio as maravilhosas mães que me contornam, minha querida esposa, Myrza, minhas filhas, Andréa e Roberta, e minha nora, Pollyana, e todas as mães alagoanas para que no caminhar da vida encontrem sempre no abraço e no beijo de seus filhos a retribuição por tanto carinho e tanto amor distribuídos. (*) é médico - [email protected]