Opinião
Brigas e perdas
Política não se faz sem disputas e conflitos e é ocorrência comum grupos políticos, tidos como sólidos e coesos, terem estremecidos por embates internos. Os acontecimentos que estão abalando a Prefeitura de Maceió podem ser enquadrados nessa velha conhecida categoria de ?rusgas intestinais?. Não é a primeira vez que a prefeitura da capital alagoana passa por dissensões desse tipo, separando prefeito e vice. O atual governador do Estado, enquanto alcaide de Maceió, sofreu a dissidência de sua então vice-prefeita, hoje senadora da República. E a vida continua. Reconhecendo a naturalidade de contendas do tipo, não se pode menosprezar os possíveis efeitos negativos sobre a administração municipal (ou em quaisquer níveis de poder onde titular e vice entrem em confronto). Se perfeitamente compreensível a ocorrência de tais secessões, é igualmente de fácil entendimento que fissuras desse tipo, atingindo o cume do edifício político-administrativo são muito perigosas para a boa continuidade das estratégias e para as próprias atividades cotidianas. Maceió, já tão sofrida, está sob mais riscos ? como se já não nos bastassem os inúmeros problemas de nossa cidade. Não se pode ter ilusão que uma ruptura da intensidade anunciada nesses dias seja algo secundário e que em nada afetará os negócios da municipalidade. Pela disposição dos dois lados em se aferrarem a suas posições, a briga pode estar apenas começando (peleja que tende a recrudescer em função do pleito de 2006, cujas marolas impertinentes já alertam para mar agitado a seguir) e ninguém pode prever quantos rounds vão agitar essa arena. Maceió não pode sofrer mais soluções de continuidade, nem qualquer imobilismo em sua administração. Trabalhar sem descanso para resolver os sobejamente conhecidos problemas da capital alagoana é a prioridade.