Opinião
P�ssimos indicadores
O Nordeste volta a aparecer nas estatísticas na condição de região que menos avança no País em vários aspectos. Sobretudo em relação aos indicadores da área da saúde. Os números mais recentes foram divulgados anteontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia de Estatística (IBGE). E, segundo eles, o País ainda tem 1.159 de seus 5.560 municípios registrando taxas de mortalidade infantil superior a 40 óbitos por mil nascidos vivos. Entre os 1.159 municípios, 1.086 (a maioria) são nordestinos. Os outros estão localizados no Norte (48) e no Sudeste, especificamente em Minas Gerais (25). Convém observar que esses dados foram levantados no Censo de 2000. Como não há evidências de melhorias significativas de lá para cá, principalmente nas cidades que continuam na lista das mais carentes no que diz respeito a investimentos em moradias, saneamento, que essa publicidade seja, pelo menos, mais um motivo para os governados cobrarem as providências cabíveis aos seus governantes. Da capital federal à menor e mais pobre cidade brasileira. Tais números são também oportunos pelo fato de o IBGE prestar mais um valioso serviço à nação no que diz respeito ao meio ambiente, destacando o esgoto a céu aberto como a alteração ambiental que mais afeta a população em todo o País. Eles também devem resultar em iniciativas que atendam urgentemente e com projetos eficientes as regiões que mantêm a maior quantidade de indicadores sociais vergonhosos, considerando que ao ?relacionar a ausência de saneamento básico com a mortalidade infantil, a pesquisa destaca a importância da instalação de redes de água e esgoto nos domicílios. E revela que dos 10,4 milhões de domicílios que ainda não dispõem de esgotamento sanitário, quase 4 milhões estão no Nordeste?.