loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Avan�o banc�rio

Ouvir
Compartilhar

Jorge Mattoso * No último dia 27 de abril, a Caixa atingiu a expressiva marca de 3 milhões de contas simplificadas abertas. Esse número representa o esforço da instituição e do próprio governo federal de promover a inclusão bancária dos brasileiros de menor renda. Desde 2003, uma série de medidas e ações tem sido implementada com tal objetivo. A criação das contas populares retirou a exigência de os novos correntistas terem de apresentar comprovantes de renda. Significou também a isenção de taxas de abertura e manutenção de conta corrente. Com isso, a situação de exclusão de 75% da população economicamente ativa do sistema bancário, observada no início do novo século, vem sendo expressivamente reduzida. As contas simplificadas possibilitaram a guarda e administração com segurança dos recursos depositados, mas permitiram também que milhões de brasileiros passassem a ter a condição de acessar empréstimos no sistema bancário, pagando juros muito inferiores às únicas opções antes disponíveis, ou seja, a tomada de crédito junto a agiotas ou financeiras. Ademais, para grande parcela da população de baixa renda, o fluxo de renda é bastante incerto e irregular, principalmente para aqueles atuantes na parte informal da economia. Além de enfrentar o desafio de promover no País a inclusão bancária, a Caixa tem, ainda, buscado desenvolver mecanismos e parcerias para atender melhor ao cada vez maior número de brasileiros residentes no exterior. Atualmente, um contingente aproximado de 2,5 milhões de pessoas. O valor de recursos que eles anualmente remetem para o Brasil é significativo. Dados oficiais do Banco Central indicam a entrada de U$$ 2,5 bilhões em 2004, mas muitos dos recursos chegam via canais não formais e, portanto, estão ausentes das estatísticas oficiais. Por exemplo, cálculos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) apontam como sendo de US$ 5,8 bilhões o valor total das remessas de emigrantes brasileiros para o País. Isso abre a possibilidade de que aproximadamente 50% dos recursos de remessas dos emigrantes estejam ingressando no Brasil sem passar pelos registros oficiais. Um dos motivos para tal grau de ?informalidade? é a dificuldade de o nosso emigrante acessar o sistema bancário do país no qual está residindo, por sua condição de não documentado. Como instituição 100% pública, a Caixa continua a buscar formas de ampliar o número de brasileiros com acesso ao sistema bancário, residam eles no território nacional ou no exterior. Afinal, o seu compromisso é com todos os brasileiros. (*) É presidente da Caixa Econômica Federal.

Relacionadas