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Opinião

Novos dados tristes

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Providências urgentes devem ser tomadas para Alagoas se livrar de indicadores negativos na área social que, inclusive, continuam piores em relação às demais unidades federativas. Até do Nordeste, conforme acaba de ser mais uma vez comprovado com a divulgação do estudo ?Radar Social 2005?, que divulgamos ontem, com base nas informações do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Não é por falta de levantamentos, advertências e protestos que o Brasil permanece apresentando enormes desigualdades, a exemplo das existentes entre brancos e negros, sendo o percentual maior (67,8%) entre os alagoanos. Como se isto e outras formas de diferenças sociais já não bastassem, vemos Maceió na posição de quarta região metropolitana nas estatísticas de assassinatos no País, com quase 70 mortes em cada 100 mil habitantes. Mais do que São Paulo e atrás apenas de Vitória, Recife e Rio de Janeiro. É preciso que os maiores esforços e preocupações dos poderes competentes, das lideranças políticas, dos mais diversos setores da sociedade sejam voltados para a retomada do crescimento da economia em nível nacional. E sobretudo nas regiões que menos sensibilizam as autoridades do governo federal no momento da distribuição dos recursos da União para investimentos em infra-estrutura e, conseqüentemente, em mais oportunidades de geração de dívidas e fontes de emprego. Só este último problema, agravam as questões sociais e econômicas ainda mais nos estados que permanecem entre os menos desenvolvidos como o nosso, que aparece nessa mesma pesquisa do Ipea como possuidor da maior proporção de pobres (62,3% da população) no País que, segundo o Programa Mundial de Alimentos (PMA) da Organização das Nações Unidas (ONU), tem a maior população desnutrida da América Latina - 15,6 milhões de pessoas.

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