Opinião
Livro, civiliza��o e cultura
Gilberto de Macedo * O livro é tradicional meio de comunicação silenciosa na sociedade civilizada. Distrai e ensina. Lazer e aprendizagem. Alegria e cultura. No primeiro caso, com a leitura da obra de ficção: romance, conto, poesia. No segundo, são os livros didáticos destinados à aprendizagem, desde a alfabetização com a cartilha; e outros, voltados para os cursos, respectivamente, primário, fundamental, e superior, cada qual com textos apropriados à formação intelectual no período considerado. Assim, há várias categorias de livros: elementares - com as primeiras noções; básicos - com os conhecimentos fundamentais; e, mais avançados os seletivos, dedicados a setores particulares do conhecimento. E, ainda, aqueles que não fazem parte obrigatória do currículo escolar oficial, mas cujas leituras são muito importantes no processo de intelectualização; são as monografias especializadas e conclusivas de cursos de pós-graduação, e, mais formais, as dissertações de mestrado, exposição metódica sobre determinada matéria; e, ainda, as teses, nos cursos de doutorado, das quais se exige originalidade, contribuição ao conhecimento, como resultado de uma pesquisa. E de importância extraordinária, fora dos formalismo curriculares limitados, existem os livros sobre assuntos especializados, escrito pelos mestre da matéria em questão, os grandes cientistas, artistas e filósofos. São obras necessárias à formação erudita. Tem-se, por sua vez, livros de apoio e consulta, os dicionários de várias naturezas - de língua, de literatura, de ciências, de filosofia, de arte, e os tradicionais de palavras. E as enciclopédias, e os tratados, ligados a determinados aspectos do conhecimento. Por outro lado, a difusão na comunidade dos conceitos e ideais decorrentes das boas leituras na boa formação escolar contribui para a melhoria da mentalidade social, com estabelecimento de melhores valores, desse modo, confirmando as palavras de Monteiro Lobato de que ?Um país se faz com homens e livros?. É que à boa conscientização dos indivíduos na convivência comunitária conduz à boa mentalidade na sociedade. Por isso, é que se há de mantê-lo insubstituível na marcha evolutiva da civilização, mostrando o caminho do verdadeiro progresso, conforme, diz com todo sentido, o poeta Mallarmé: ?No fundo, o mundo é feito para acabar num belo livro?. Não se há pois de jamais subestimar a sua importância, que levou o sábio Prévost a dizer que o ?... livro... é uma maravilhosa urna, cujas cinzas têm vida?. Eis que o intelecto é da nossa natureza de homo sapiens, para o qual o livro é indispensável. Livro como mensageiro cultural. (*) É médico.