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Opinião

Pastoral familiar

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Dom José Carlos Melo, CM * É de suma importância o papel da família na sociedade. Assim afirma a ?Familiaris Consortio? do papa João Paulo II: ?O sacramento do matrimônio, que retoma e especifica a graça santificante do Batismo, é a fonte própria e o meio original de santificação para os cônjuges?. Em primeiro lugar, como ponto de partida, recordamos aqui os princípios fundamentais da família, definidos na Constituição Pastoral ?Gaudium et Spes? (Alegria e Esperança) do Concílio Vaticano II que afirma: ?Deus não criou o homem solitário. Desde o início, ?Deus os criou varão e mulher? (Gn 1.27). Esta união constitui a primeira forma de comunhão de pessoas. Contando com sua origem divina, a família enfrenta algumas dificuldades atuais que conspiram contra os seus valores. Nos tempos de hoje, a família, mais que outras instituições tem sido posta em questão pelas amplas, profundas e rápidas transformações da sociedade e da cultura. Fiel ao seu Fundador, a Igreja sempre se colocou a serviço da família. Por isso, em sua exortação Apostólica ?Familiaris Consortio?, de 22/11/81, sobre a família no mundo de hoje, afirmava João Paulo II: ?Consciente de que o matrimônio e a família constituem um dos bens mais preciosos da humanidade, a Igreja quer fazer chegar a sua voz e oferecer a sua ajuda a quem, conhecendo já o valor do matrimônio e da família, procura vivê-lo fielmente, a quem, incerto e ansioso, anda à procura da verdade e a quem está impedido de viver livremente o próprio projeto familiar?. Mas como? E o papa explicava: ?Sustentando os primeiros, iluminando os segundos e ajudando os outros, a Igreja oferece o seu serviço a cada homem interessado nos caminhos do matrimônio e para a família, abrindo-lhes novos horizontes, ajudando-os a descobrir a beleza e a grandeza da vocação ao amor e ao serviço da vida?. Atendendo uma solicitação de João Paulo II na ?Familiaris Consortio?, após minucioso trabalho de alguns anos, a CNBB acaba de publicar o ?Diretório de Pastoral familiar? com o objetivo de ?ajudar os futuros esposos a serem mais conscientes da serenidade de sua escolha e os pastores a certificarem-se das suas convenientes disposições?. Espero, pois, que os agentes da Pastoral Familiar de nossa Arquidiocese estudem este documento e dele tirem todo o proveito. Como Pastor desta Arquidiocese, quero manifestar minha particular estima e consideração com relação à Pastoral Familiar em suas diversas expressões e movimentos. Na Eucaristia nós encontramos a razão da vida familiar, pois, vivê-la é celebrar dignamente o mistério da comunhão em torno da vida que é Cristo Jesus Ressuscitado. (*) É arcebispo metropolitano de Maceió.

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