Opinião
Sem crescimento
O governo continua devendo à toda nação brasileira ainda as primeiras iniciativas ousadas, como um basta às sucessivas elevações das taxas de juros e à mais que insuportável carga tributária, para realizar o ?espetáculo do crescimento?. Que isso aconteça antes que piorem as causas das alarmantes evidências da exclusão social, como o avanço da pobreza, da miséria, da violência e outras mazelas. Os problemas de maior gravidade no País não podem continuar sendo tratados com decisões que ficam e se acabam no das promessas ou vão além das intenções mediante medidas tímidas. Ainda mais agora, nos poucos meses restantes para mais uma campanha eleitoral e de lutas por novos mandatos e também pela manutenção de atuais, começando pelo Planalto. Como o nosso não é exceção na lista das nações que precisam urgentemente retomar o crescimento em vários campos de atividades, da indústria à agropecuária e serviços, os governos federal, estadual e municipal, todos os poderes e entidades públicas, do empresariado e dos trabalhadores, devem atentar para os mais recentes e inquietantes números que foram divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), e os de um relatório da Organização Internacional do Trabalho OIT), cuja repercussão começou ontem. Principalmente esses últimos da agência da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo a Folha Online, eles já mostram o desemprego entre jovens no mundo 3,5 vezes maior que entre adultos, ?o que faz deles vítimas fáceis da exclusão social, e torna necessária a adoção de medidas dos governos para mudar a tendência?. Mais: calcula-se que 93% de postos criados na África e quase todos na América Latina pertencem à ?economia informal? dessas regiões. Além disso, 59 milhões de jovens entre 15 e 18 anos de idade no mundo fazem trabalhos perigosos.