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Opinião

Golpismo neoliberal

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SÉRGIO BARBOSA * A temperatura da situação política do Brasil foi às alturas. Veraz ou não as acusações do presidente do PTB, Roberto Jefferson, contra o tesoureiro do PT, e envolvendo mais dois partidos da base do governo, a ofensiva política conservadora advém na derrota das eleições da presidência da Câmara dos Deputados. Vexame este causado sabidamente pela ?oferta? do PT de dois candidatos. Que não se tenha um pingo de dúvida sobre as intenções golpistas dessa apodrecida direita brasileira: o prefeito do Rio, César Maia, declarou (6/6/2005) que o PFL pedirá o impeachment do presidente Lula, ?caso fique comprovado...?, etc, etc. Já a empáfia ambulante do senador neoliberal Arthur Virgílio, em nome do PSDB, no fim da tarde de ontem, subescreveu 30 solicitações para deporem no Senado os citados na entrevista de Jefferson. Claro que as manobras são para criar uma ambiente de instabilidade, na medida em que se quer desmoralizar o presidente Lula. Trata-se, na história da República, de um velhíssimo estratagema contra os interesses do povo e fartamente utilizado por grandes latifundiários, capitães da indústria e banqueiros nacionais e internacionais, sempre arrodeados por seus partidos e a máquina de comunicação. Eles - em geral corruptores pioneiros ordenados pelo capital, compradores de mandatos e consciências - logo criam uma ambiente social de repúdio e ódio às lideranças ligadas às camadas populares, amplificando e massificando casos de ?corrupção?. Em seguida, usando qualquer tipo de expediente, buscam esmagar seus adversários de uma ou de outra forma. São mais que conhecidas as campanhas contra Juscelino,; também ocorreu na deposição Jango; e levou Vargas ao suicídio. E só um (a) idiota não quer perceber que a parte abjeta dessas classes dominantes (aliada-capacho dos proprietários do dólar) lutará até o fim contra um segundo mandato para o presidente Lula. Essa é a questão principal. Aliás, donos do dólar - de lá e cá - cujos interesses exigem não tolerar essa conversa de política externa de alianças que abrem enormes espaços para a China, a Índia, a Rússia e a África do Sul, ao tempo em que afirma um Brasil ligado ao histórico projeto de integração latino-americana; política que hoje articula sabiamente Venezuela, Argentina e Cuba. Golpistas de ontem e de hoje estrebucharam de raiva ao assistirem no país outro feito inédito: abertamente contra os gringos, uma reunião de cúpula dos países árabes! Preconceito e vassalagem... (*) É médico e doutorando em Economia Social e do Trabalho.

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