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Ata sob expectativa

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Economistas de plantão prevêem que ?o ciclo de aumentos da taxa Selic deverá ser interrompido na próxima reunião do Copom?. A esperada reunião mensal do poderoso Conselho de Política Econômica do Banco Central está marcada para esta semana, e, como sempre, sua ata já está sendo aguardada com enorme tensão. Nos últimos nove meses, a ansiada ata se repete com dolorosa uniformidade: aumento seguindo aumento. Durante esse tempo, a taxa básica da economia saltitou, sem parar, de 16% a 19,75%. Falta muito pouco, quase nada para os emblemáticos 20% que, segundo analistas de renome como o jornalista Sebastião Nery, viria a ser ?um compromisso do governo federal com os grandes credores?. Mesmo sem alcançar esses terrificantes 20% de taxa básica de juro, o atual patamar (19,75%) já garante para o Brasil o título de país com a mais alta taxa de juro do mundo. Como se sabe, tal política usurária tem provocado inúmeros protestos dos segmentos produtivos. Porque se apostar que furor usurário seria (momentaneamente) interrompido? Várias justificativas econômicas têm sido apresentadas, entre elas a regressão da taxa do IPCA (caiu de 0,87% para 0,49% entre abril e maio), mas a motivação deve ser encontrada mesmo no campo político, afinal 20% será suportado em silêncio pelos espoliados? E com a atual onda de denúncias, mais um aumento nesse superexplorado filão não poderá vir a ser a gota d?água? Pelo sim, pelo não, a ata da próxima reunião do Copom deverá ser esperada como o resultado de um jogo decisivo. De fato, o Brasil passa por momentos decisivos e o governo federal está sobre o fio da navalha ? até em áreas de sucesso, como a orientação econômica. Mesmo aí, o que está ?dando certo? está custando caro demais. É hora de ajustes corajosos.

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