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São bastante preocupantes as informações da Secretaria Estadual de Saúde dando conta de que quase 40% da população alagoana pode ser afetada pela esquistossomose, por residirem em áreas tradicionalmente endêmicas. A mesma e prestigiada fonte informa ocorrências recentes de mortes por hemorragia digestiva, de crianças, inclusive. Este é um dos problemas de saúde pública mais antigos do mundo e, pelo conhecimento de causa adquirido pela humanidade, não deveria continuar causando tal prejuízo. Trata-se de um desafio secular em Alagoas, nos demais estados nordestinos e em outras regiões do País. Tais como outras mazelas, a esquistossomose foi trazida para o Brasil no início do processo da colonização. Ao longo dos tempos, a deficiência em serviços básicos como a inexistência de redes de abastecimento de água e saneamento, agregada a outros fatores como a falta de atenção para com a educação sanitária e a carência crônica de hospitais em quantidade adequada, só fizeram ampliar o problema. Em pleno século XXI, os velhos conhecidos esquistossomas (Schistosoma Japonicum, a Schistosoma Haematobium e a Schistosoma Mansoni), que atormentam nosso povo desde os primórdios do século XVII, continuam vitimando. Desconsiderando o avanço das ciências, a esquistossomose se impõe como mazela atual, contemporânea. Devemos perguntar se estão sendo bem planejados e direcionados os recursos financeiros e humanos, o funcionamento dos estabelecimentos de saúde; cobrar a expansão do saneamento em todos os núcleos urbanos, exigir mais campanhas de esclarecimento público, etc. Afinal, nem só de gabiru o povo padece: o velho ?xistosoma? continua a roer a saúde dos alagoanos, impunemente. Com endereço muito conhecido, esse vilão ? para ser combatido com eficiência ? precisa ser alvo de uma operação firme.

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