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Nº 5752
Opinião

Desertifica��o

Motivo de advertências feitas por especialistas ao longo das últimas décadas, nos âmbitos nacional e internacional, a desertificação no Brasil tem seguido seu caminho de esterilidade e já pode ser considerado um dos mais sérios desafios para a natureza em

Por | Edição do dia 19/06/2005 - Matéria atualizada em 19/06/2005 às 00h00

Motivo de advertências feitas por especialistas ao longo das últimas décadas, nos âmbitos nacional e internacional, a desertificação no Brasil tem seguido seu caminho de esterilidade e já pode ser considerado um dos mais sérios desafios para a natureza em nosso País. É hora das autoridades prestarem mais atenção a esse problema. Comprovam esse perigo os números citados, ontem, durante o seminário realizado em comemoração ao Dia Mundial de Combate à Desertificação, data instituída pela Organização das Nações Unidas. Dados divulgados no ano passado, baseados no Mapa da Susceptibilidade à Desertificação, produzido pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama), já mostravam a degradação por esse processo, atingindo um território de quase 1 mi de quilômetros quadrados, onde vivem 50 mi de pessoas. A grande maioria das áreas atingidas está localizada nos estados do Nordeste, parte de MG e do ES – ou seja, a famosa região rotulada como o “polígono da seca”. Os sobreviventes dessa esturricada parte do território nacional têm seus dramas agravados pelas lastimáveis condições sociais a que estão submetidos. Nesse polígono secam ao sol, sem qualquer sombra de políticas públicas eficientes, comunidades que estão entre as mais carentes do mundo, ostentando para as estatísticas seres humanos ainda sem acesso à água potável e ao saneamento básico. Quem denuncia tal situação de penúria continua a pregar no deserto. A realidade exige prioridades, projetos reais (sem as rocambolescas armadas do tipo “transposição do Rio São Francisco” e outras do tipo) que retardem o processo de formação de áreas desérticas e mitiguem a condição de vida dessas populações por meio de ações concretas, obras efetivamente articuladas a um grande projeto nacional onde a natureza seja a grande aliada do desenvolvimento sustentado.

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