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De Vancouver ao Alaska

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Lysette Lyra * Em Vancouver tomamos o Radiance of the Seas, luxuoso navio da companhia Royal Caribean, para um cruzeiro de sete dias pelo Alaska. Embarque organizado e rápido. Como os outros barcos dessa empresa, o Radiance oferece todo conforto de um ótimo transatlântico: cinco restaurantes, bares, solário, piscinas aquecidas e jacuzzi, spa, cassino, teatro, boates, salões de festas, lojas, hospital e aconchegantes cabines. A simpática tripulação se esmera em atender, solicita, os passageiros. Nossa adrenalina estava a mil! Ansiosas e aguardando, com muita curiosidade, nosso contato com uma terra que antevíamos cheia de magia! Viajamos sempre próximo à costa, entre ilhas, observando o contorno arroxeado de sua topografia acidentada. Nossa primeira escala foi na capital do Alaska, Juneau, com uma população de 30.000 almas, fundada pelos índios Tlingit em torno de 1880. Está situada nas bordas do Canal de Gastineau, e é bastante movimentada. As cidades desse Estado não são grandes, e têm o aspecto das primeiras urbes do oeste americano, com seus típicos Saloons, conservados, apenas, como uma lembrança do passado. Muitas ficam entre o aglomerado de ilhas do Inside Passage, que ocupa grande parte do litoral pacífico, contornado de montanhas manchadas de neve, entre as quais, descem enormes geleiras. As lojas de Juneau exibem belas jóias, peles, tapeçarias, o artesanato e souvenires locais. O turismo oferece uma gama de programas terrestres e aéreos. Optamos por conhecer, de perto, uma das maravilhosas glaciais, a Mendenhall que se move cada 11 minutos, jogando, no lago do mesmo nome, volumosos blocos de gelo. Tudo muito organizado, com um interessante observatório onde explicam a formação e as particularidades desses rios congelados. Visitamos, depois, um criatório de salmões, peixes saborosos, bastante abundantes nas águas geladas e o alimento predileto dos vários animais da região. Acompanhados de guias, no verão, poderemos apreciar sua interessante fauna, inclusive os ursos pardos e as majestosas águias de cabeça branca. A parada seguinte foi na pitoresca cidade de Shagway, que fica num fiorde e nasceu da corrida do ouro em Yucon, no alto da montanha que lhe serve de fundo, pelos idos de 1897. Chegar às minas era demasiado penoso, assim começaram a construir uma ousada estrada de ferro, chamada White Pass que bordeja um belo cânion. Quando a ferrovia ficou pronta, em 1901, a febre do ouro já havia passado. É conservada como atração turística. Nela percorremos o caminho para as minas. As paisagens são lindas e as emoções inesquecíveis! (Continua) (*) É escritora.

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