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Op��es para combust�vel

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HUMBERTO MARTINS * Os automobilistas brasileiros não devem ter ilusões quanto a preços baratos das diversas espécies de combustíveis disponíveis no mercado brasileiro: gasolina, gás e diesel são produzidos pela empresa estatal de petróleo, que mantém sobre os preços influência decisiva, embora o monopólio estatal tenha sido formalmente quebrado. Mas o fato da Petrobras ter o monopólio do refino dar-lhe condições de decidir e de manter os diversos preços próximos um dos outros, para viabilizar a todos. Quanto ao álcool, produzido pela iniciativa privada, tem seu preço visceralmente vinculado ao da gasolina. Além de servir para mistura à gasolina, o álcool do tipo hidratado tem expressiva participação no mercado, ultrapassando a fase de descrença provocada pelo abastecimento irregular ocorrido na primeira etapa do programa alternativo de carburante. Como contribui para reduzir a poluição do ar, a tendência é que o álcool produzido no Brasil passe a ser exportado em grande escala, o que contribuirá para o aumento dos preços entre-fronteiras. O diesel é mais consumido pelo transporte pesado - ônibus e caminhões - embora seja utilizado também, em menor escala, em veículos médios. A produção do biodiesel, de origem vegetal, se continuar a ser estimulada, dará nova dimensão técnica, econômica e ambiental ao diesel. Entre todos os combustíveis consumidos no Brasil, o que apresenta maior vantagem de preço para o consumidor, atualmente, é o gás natural veicular (GNV). Essa a razão de tantas pessoas adaptarem seus veículos a esse tipo de combustível, suprindo uma lacuna provocada pela não fabricação em escala industrial de veículos movidos a GNV. O advento dos veículos bi-combustíveis, com opção para gasolina e álcool, produzidos em escala industrial, foi a maior contribuição, até agora, para facilitar a escolha do consumidor, baseada naturalmente na variação dos preços. Os alertas recentes da Petrobrás no sentido de que a empresa não está preparada para aumentar, em curto prazo, a demanda por Gás Natural Veicular (GNV), não alteraram os planos de crescimento das principais distribuidoras do produto nem moderaram o interesse do consumidor. A frota brasileira movida a gás é de quase hum milhão de veículos. O GNV é melhor ecologicamente e os problemas decorrentes da insuficiência de pontos de abastecimento e perda de potência dos veículos estão sendo corrigidos. Opções para combustível despertaram com certeza, um grande avanço tecnológico na indústria automobilística com reflexos econômicos e sociais. (*) É desembargador do TL-AL.

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