Opinião
A��es necess�rias
Alagoas aparece numa relação somente agora divulgada, de 18 estados, além do Distrito Federal, que deverão receber recursos da União para obras de implantação e ampliação de sistemas de abastecimento de água, esgotos sanitários e tratamento e destinação adequada do lixo, que serão poucos, mas indispensáveis. Como se trata, pelo que consta, de um programa destinado a atender apenas as regiões metropolitanas, devem os governantes estadual e municipais lutarem no sentido de as demais áreas do território alagoano e da maioria dos estados serem contempladas com as devidas soluções reclamadas há décadas para a melhoria das condições ambientais e, por conseguinte, da sobrevivência de expressiva parcela da população. Um levantamento realizado entre 2001 e 2002, pelo Instituto do Meio Ambiente, com vistas ao Plano Estadual de Resíduos Sólidos, mostra que a destinação final do lixo, feita a céu aberto, sem qualquer controle sanitário ou ambiental, predomina como alternativa quase absoluta nos municípios alagoanos. E adverte para outro problema, ao se referir à presença de catadores, inclusive crianças, nos lixões. O órgão ambiental chegou a essa constatação a partir da realidade das cidades onde vivem 87,8% da população urbana e 90,37% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado, sendo que cinco delas têm os maiores índices de desenvolvimento humano (IDH) do território alagoano. As providências para uma política ambiental no País continuam dependendo de recursos externos e de uma conscientização maior de setores da coletividade. Devido à falta das atenções em relação à esta questão, 45 milhões de brasileiros não têm acesso a água encanada, 83 milhões não dispõem de redes de esgoto e 14 milhões não contam com coleta de lixo, como informa o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).