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Nº 5714
Opinião

Assembl�ia da CNBB

DOM FERNANDO IÓRIO * De 10 a 19 de abril, participei da mais importante, talvez e mais participada de quantas reuniões de Assembléia Geral realizadas pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Foi a 40ª Assembléia dos Sucessores do Colégio Apostólic

Por | Edição do dia 07/05/2002 - Matéria atualizada em 07/05/2002 às 00h00

DOM FERNANDO IÓRIO * De 10 a 19 de abril, participei da mais importante, talvez e mais participada de quantas reuniões de Assembléia Geral realizadas pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Foi a 40ª Assembléia dos Sucessores do Colégio Apostólico. Éramos 440 participantes: 316 bispos, 30 assessores e 94 convidados especiais. O ritmo dos trabalhos, a constância dos estudos, das análises de conjuntura do País e da Igreja, o discernimento na elaboração de mensagens e documentos, a elaboração do Regimento Interno da Conferência absorveram, sem interrupção, os 10 dias de encontro. Lamentamos que acontecimento de tamanha envergadura não tenha sido acompanhado pela grande imprensa, como devia. Infelizmente, alguns jornais levavam para a opinião pública fatos circunstanciais ou noticiavam temas de estudos jamais tratados na Assembléia. Compensou essa falta a presença de 180 rádios e 4 canais católicos de Televisão que transmitiram os principais momentos da Assembléia. Alegra-nos relatar o constante ambiente de trabalho e a vivência fraterna entre os participantes, em todos os instantes da Assembléia. O ambiente de fé, centrado na Eucaristia, na recitação da Liturgia das Horas, culminou com a peregrinação ao Santuário de Aparecida e o proveitoso retiro espiritual. Foi a Assembléia marcada, também, pelo encontro cordial com os representantes de outras igrejas cristãs, no desejo comum da unidade almejada por Jesus Cristo. O tema principal da 40ª Assembléia desenvolveu-se em torno dos 50 anos de existência da CNBB (1952-2002), procurando avaliar sua presença histórica, com falhas e vitórias, nos momentos de sol e de dessol, de lua e de desluas. Tudo resultou em perenes ações de graças a Deus. Como resultado das reflexões de 10 dias, lançou a CNBB: a “Mensagem ao Povo Brasileiro”, recordando os momentos significativos da Entidade, ao longo dos 50 anos de caminhada. Lançou, ainda, dois veementes apelos. O primeiro pela erradicação da miséria e da fome no Brasil, conclamando todos para um “mutirão nacional para superar a fome”. O segundo apelo tornou-se veemente súplica aos responsáveis políticos porque cessem as hostilidades no Oriente Médio, desapareçam as agressões mútuas na busca de caminhos de fraterno entendimento. Mostraram os bispos especial atenção pela Amazônia. De muita valia foi o painel sobre essa região, por demais necessitada, missionariamente, realizada pelos antístites, pastores católicos, missionários da evangelização. Diante de tantos problemas, vicissitudes e carências, cresceu a urgência da união episcopal em torno do Cristo ressuscitado e da Senhora Aparecida, na busca do zelo pela evangelização e daquela intensa vontade de servir o povo brasileiro. (*) É BISPO DE PALMEIRA DOS ÍNDIOS

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