Opinião
Riscos nas esquinas
Tal é o volume e a variedade de denúncias no cenário nacional que aspectos importantes de cada comunidade terminam sendo jogados para planos bem inferiores. Problemas do cotidiano praticamente passam desapercebidos. Em boa hora, o Corpo de Bombeiros realizou uma vistoria nesses equipamentos que têm uma função primordial na segurança do público em caso de incêndios. E eis que tais equipamentos se apresentam como meras peças de decoração urbana. Número cabalístico, 13 primeiros hidrantes vistoriados e um resultado tão patético quanto assustador: todos os 13 não funcionam. Felizmente, incêndios não têm feito parte do cenário alagoano há bastante tempo. Felizmente, a incapacidade operacional dos hidrantes maceioenses foi percebida através de uma vistoria e não de uma solicitação real para debelar algum sinistro. Infelizmente, essa realidade não se limita aos hidrantes. Uma série de equipamentos que deveriam estar em condições de auxiliar a vida urbana vive sucateada e incapacitada para o uso. Se dos hidrantes não sai água, também água não entra em boa parte dos bueiros destinados para coletores d?águas pluviais, assim como também não funcionam os banheiros públicos. Nem mesmo as faixas de pedestres são mantidas visíveis, sequer as calçadas mantêm algum padrão mínimo que possibilitem ao pedestre caminhar sem tropeçar. No País dos mensalões e da pirotecnia política, a conservação dos bens públicos é mais um escândalo ? que, talvez, não provoca CPIs. Hidrantes e demais equipamentos que tenham a ver com a segurança da população devem ser objetos de permanente atenção da opinião pública e das autoridades. Em cada esquina nos espera um problema que necessita solução e deve estimular as devidas cobranças às autoridades competentes.