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Opinião

Uma necessidade

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A saúde é uma dessas áreas essenciais onde a descentralização é a pedra angular da construção das grandes soluções. O correto funcionamento de centros de saúde e hospitais no maior número possível de municípios é um primeiro passo nesse caminho. Vejamos o caso do Hospital de Rio Largo. Além de ser um grande município, além disso com longa tradição de autonomia, a cidade está integrada à grande área urbanizada no entorno da Capital alagoana. A integração de um município como Rio Largo à essa área da ?Grande Maceió? faz com que um problema ali resolvido passe a representar um duplo resultado positivo, pois além de se dar resposta a uma questão sentida pela população local, essa reposta faz com que menos usuários busquem respostas na já superlotada pauta das instituições de Maceió. Toda a Capital é o epicentro das demandas de todo um estado, principalmente naqueles onde os serviços e a economia são altamente centralizados. Alagoas padece desses males: o desenvolvimento é exageradamente concentrado em poucas regiões e os serviços públicos são mais concentrados ainda (o único pólo é Maceió). Descentralizar é questão central no Estado. Num cenário como este, não se justifica a imobilização do hospital de Rio Largo. Sem funcionar, esse centro passa a ser um problema que vai além da cidade onde está instalado; ao cerrar suas portas, o Hospital Ib Gatto Falcão prejudica toda Alagoas, na medida que, como se não bastasse o problema causado ao público usuário riolarguense, multiplica esse problema com a transferência de demanda para Maceió (que já recebe usuários de todo Estado). O bom senso indica como questão de urgência urgentíssima a recuperação e retorno às atividades do Hospital Ib Gatto Falcão. Toda Alagoas ficará um pouco mais saudável com essa medida.

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