loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Rotas do perigo

Ouvir
Compartilhar

Ilegalidade é ilegalidade, não se discute. Mas reflexões são indispensáveis, mesmo que motivadas por ações de combate a procedimentos ilegais. Esse é o caso das prisões de policiais que faziam a proteção irregular de sacoleiros. As detenções foram realizadas pela Polícia Rodoviária Federal no Estado de Pernambuco e seis policiais alagoanos estavam entre as 21 pessoas presas. Todos esses policiais estavam fazendo o popular ?bico?, trabalhando como seguranças particulares. Os clientes eram sacoleiros de Alagoas e de Sergipe que compram regularmente na região do agreste pernambucano. Esses comerciantes, regularmente, são assaltados no trajeto de ida ou de volta às compras, e daí associaram-se nessa empreitada de contratar seguranças para proteger os comboios de ônibus. Não resta dúvida que a Polícia Rodoviária está com a razão ao deter pessoas para as quais a lei não reconhece direito de portarem armas naquelas localidades. Mas também não pode restar dúvidas de que os sacoleiros têm o direito de tentarem algo para escapar à sanha dos ladrões de estrada, uma vez que os poderes públicos não lhes asseguram a necessária segurança de ir e vir sem ser assaltado. Detidas as pessoas que faziam a segurança ilegal, os sacoleiros estão entregues à insegurança ?legal? que impera nas estradas, onde, além da certeza da perda das mercadorias legalmente adquiridas, correm risco de morte. Entre a ilegalidade da segurança e a legalidade da insegurança, o que fazer? A resposta não parece difícil. O caso requer a coerção à ilegalidade (como foi feito) e garantir um policiamento ativo nas rodovias, talvez com escolta oficial dos comboios ou com modernos rastreadores associados a grupos policiais capazes de pronta ação, em qualquer trecho das rodovias visadas pelos meliantes.

Relacionadas