Opinião
Justi�a apartid�ria
A prisão de um importante prócer do PSDB, ex-prefeito de João Pessoa, e a inclusão de um ex-ministro da Previdência de FHC na lista dos que sacaram dinheiro das contas do hoje notório Marcos Valério mostram um cenário repleto de ídolos de pés de barro. Nesse confuso cenário, nomes da situação e da oposição aparecem freqüentando as mesmas operações suspeitas de vinculação como o ?mensalão?. Como noutros tempos, as CPIs sofrem da pressão dos interesses politiqueiros e o foco pode, de repente, mudar para a próxima eleição. A conseqüência imediata desse desvio de entendimento é a busca de enfraquecer, a todo custo, quem esteja na presidência da República. As denúncias apresentadas e as evidências de muitos e poderosos casos de corrupção merecem atenção redobrada e disposição, por parte dos investigadores, de identificar todas as operações ilegais, os nome de todos os responsáveis e, a partir dessas constatações, encaminhar para as autoridades os inquéritos solicitando as punições. As investigações devem ser isentas e não discriminar nem privilegiar situação ou oposição. Os resultados políticos devem ser licitamente auferidos em relação com a postura ética e desvinculada de interesses eleitorais imediatos. A ética, a honestidade, a coerência devem ser premiadas; a corrupção, a ilegalidade, o oportunismo devem ser punidos. Noutros tempos, o preconceito e a manipulação já alimentaram ações golpistas que causaram sérios prejuízos ao processo de modernização e de consolidação de cidadania no Brasil. O País é maior do que as pendengas entre oposição e situação. E não deve ceder nenhum espaço à corrupção nem servir de palco a falsas vestais da ética. Justiça, sem partidarismo, é o que devemos cobrar das muitas CPIs em ebulição neste momento histórico.