Opinião
Para a perp�tua mem�ria
| Elias Tavares Cordeiro * É uma resolução das mais recomendáveis se utilizar o nome de uma pessoa para identificar alguma obra meritória, quando o titular ainda se acha no exercício do poder; o seu nome fica perpetuado, principalmente quando a realização assume compromissos de grande vulto. Estamos falando do autor do projeto de lei inicial (Lei 10.826 de dezembro de 2003) que deu origem ao Estatuto do Desarmamento: o senador Renan Calheiros, esse ínclito alagoano, é desses homens que se excedem a si próprio e alcançam foros de verdadeiros monumentos. Ao comando da frente parlamentar por um Brasil sem armas, trabalho de tamanha envergadura, que ele mergulhou a largo fôlego, mobilizando o País para o Referendo de 23 de outubro próximo, que trata da proibição de armas e munições no Brasil. As maiores transigências e os mais largos créditos de tolerância se tem dispensado às séries sucessivas dos desmandos, cujos prejuízos cada vez mais se agravam; diariamente vimos assaltos e assassinatos feitos por indivíduos armados que, às vezes, ficam soltos, livres e não são julgados. O mundo todo já demonstra que quando se tira a arma de circulação há uma redução da criminalidade. Não podemos permitir que o futuro do nosso País se obscureça e se trunque pela força de malfeitores armados. O futuro da nossa nação reside na dependência da imunização da geração que vem surgindo, cuja preservação nosso idealismo nos responsabiliza fazermos respirar um clima evolutivo de hábitos e costumes convenientemente ultrapassados pelo oxigênio de máximo respeito com que mutuamente os homens devem se reconhecer, no sentido de fraternidade. Os cidadãos de bons costumes são capazes de ajudarem a levar essa realização imperiosa e de singular envergadura cívica, que é passível de se aplicar e se converter num dos maiores movimentos cívicos da nossa nação. O grito partiu do fundo da alma desse grande alagoano, senador Renan Calheiros; apelando para que todos os brasileiros façam fileira em torno da bendita campanha, perseverando pela sua grandeza a fim de que ela se erga com êxito absoluto. É necessário que a sociedade se convença desse trabalho, e se promova o despertar das consciências. Urge que a nação se acorde, pois nem tudo está perdido, as aflições de espíritos cujos traumatismos só se aquietarão quando houver uma modificação nesse clima de agressões e crimes. Para isso, impunha-se cauterizar essas postulências, cujos tecidos já estão necrosados, onde a terapeuta paliativa já não tem cabimento. (*) É advogado.