Opinião
Celebrar o jubileu
| PE. CELSO ALÍPIO MENDES * Um rápido olhar sobre o mundo que nos rodeia nos deixa deslumbrados. Ele é marcado por conquistas fantásticas, que elevam o ser humano a alturas jamais imaginadas. Mas esse mesmo mundo é assinalado por manifestações de ódio e egoísmo que nos assustam. Estamos envolvidos em um vertiginoso movimento de perpétua mutação em todos os níveis. Já escreveram que ?surgem por toda parte seitas, ofertas e propostas de todas as espécies, sinal evidente de que infinitos finitos da sociedade consumista não podem saciar um poço infinito. Só o Infinito pode enchê-lo. Por isso, vai chegar - e já está chegando! - uma nova era da fome de Deus, uma busca ardente e profunda do Deus vivo e verdadeiro?. E no meio deste mundo está o presbítero, o bispo. ?Presbítero, hoje?. Novidade? Anacronismo? Problema? Hoje como ontem e como no futuro, o presbítero se definirá a partir daquele que o chama e envia: ?Jesus Cristo, ontem, hoje e para sempre? (Hb 13, 8). O presbítero é um chamado e um enviado. ?Como meu Pai me enviou eu envio a vós? (Jo 20. 21). Hoje como ontem e como sempre, Jesus não deixa de chamar os que ele quer para enviá-los a cada geração que vem e vai, em todas as situações históricas e sociais em que se encontrar a humanidade. Ninguém pode ser padre por autodelegação. Ele será sempre chamado para o sacerdócio, investido de um poder e comissionado para uma missão. A missão não é ele que a inventa, sendo ela parte constitutiva dos desígnios de salvação de Deus. O presbítero é instrumento operativo desse grande plano divino. Presbítero, hoje! Feliz quem ouve o chamado do Senhor: ?Vem e segue-me? (Lc 18.22). Feliz quem aceita ser enviado por ele para ser testemunha das maravilhas de Deus. Vale a pena ser presbítero, hoje. ?Tudo vale a pena, se a alma não é pequena?. Vale a pena ser padre com o coração magnânimo, capaz de se fazer tudo para todos para levar todos a Jesus Cristo. Dom José Carlos celebra o seu Jubileu de Ouro de Sacerdócio. No ofertório da Missa, nós vamos colocar os benefícios recebidos de Deus, pelas suas mãos e pelo seu coração sacerdotal. Se o maior presente de Deus é a vida e se o maior pecado é devolver o presente, sem agradecê-lo e sem abri-lo, os que fazem a Arquidiocese de Maceió desejam ao Jubilar que ele continue abrindo o livro de sua vida, desenvolvendo tudo o que Deus lhe deu, para que se torne um verdadeiro apóstolo de Jesus Cristo, doando-se e sacrificando-se pelo bem do Povo de Deus. (*) É pároco da Catedral.